Clientes do Google que usam o Chrome há mais de sete anos podem ter sido alvo de um ataque silencioso que passou despercebido pela maior parte desse período.
A revelação veio à tona após uma investigação da Koi Security, que identificou uma operação longa e organizada envolvendo extensões maliciosas distribuídas tanto na Chrome Web Store quanto na loja de complementos do Microsoft Edge.
O esquema, segundo os pesquisadores, conseguiu permanecer ativo enquanto se misturava a ferramentas legítimas, explorando a confiança dos usuários e a rotina de atualização das plataformas.
Clientes do Google há mais de 7 anos podem ter sofrido ataque sem saber
A ameaça recebeu o nome de ShadyPanda e surgiu a partir de extensões que, à primeira vista, pareciam inofensivas. Muitas ofereciam funções simples, como papéis de parede ou pequenos recursos de produtividade.
Durante anos, elas operaram de forma normal, acumulando avaliações positivas e conquistando selos de credibilidade.
Esse histórico limpo serviu como disfarce: assim que atingiam grande número de instalações, recebiam atualizações que ativavam mecanismos de espionagem e coleta de dados.
A prática só foi identificada após uma análise detalhada do comportamento dessas extensões, conduzida pelos especialistas da Koi Security.
O impacto é significativo porque o alvo eram usuários comuns, que raramente desconfiam de complementos aprovados pelas lojas oficiais, como a do Google.
A partir do momento em que a extensão era atualizada, pesquisas, dados de navegação, cliques e até informações sensíveis relacionadas a cookies passavam a ser monitorados.
Em casos mais avançados, os criminosos conseguiam manipular resultados de busca e redirecionar consultas para domínios controlados por eles, o que abria espaço para novos ataques e ampliava o rastreamento das vítimas.
Extensões do Google Chrome e do Edge recebiam instruções remotas
O funcionamento do esquema envolvia módulos capazes de receber instruções remotas.
Uma vez instalados, esses componentes verificavam servidores controlados pelos operadores da campanha e executavam comandos que variavam desde coleta rápida de dados até monitoramento contínuo.
Algumas versões também criavam identificadores únicos vinculados à conta do navegador, o que permitia seguir a atividade do usuário mesmo após a troca de dispositivo.
Para reduzir riscos, especialistas recomendam revisar periodicamente a lista de extensões instaladas, remover tudo que não for essencial e prestar atenção a mudanças repentinas no comportamento do navegador, como redirecionamentos inesperados ou aumento incomum no consumo de recursos.
Também vale checar avaliações recentes das extensões do Google Chrome e do Edge, observar quem é o desenvolvedor e evitar extensões com histórico nebuloso.
Embora as lojas oficiais tenham mecanismos de controle, o caso ShadyPanda mostra que nenhum ambiente é totalmente imune e que a vigilância do próprio usuário continua sendo uma camada fundamental de segurança.





