Após a tentativa de violar sua tornozeleira eletrônica, a qual vinha utilizando desde agosto, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) recebeu uma ordem de prisão e passará a cumprir sua pena de 27 anos e três meses pela condenação no âmbito da trama golpista em regime fechado.
Entretanto, é importante destacar que, mesmo condenado e, desde o último sábado (22), preso na sede da Polícia Federal, o político não deixará de receber sua aposentadoria, equivalente a R$ 41.563,98 mil por mês, da Câmara dos Deputados.
Vale lembrar que Bolsonaro foi deputado federal por 27 anos, deixando o cargo em 2018 para se tornar presidente. Após a derrota nas eleições em 2022, ele solicitou o benefício ao então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Em nota, a Casa não só afirmou que o valor pago ao ex-presidente é proporcional ao tempo de mandato e contribuição, como ainda esclareceu que não há decisão judicial que conteste o pagamento a Bolsonaro e outros ex-deputados, mesmo com a condenação criminal.
Bolsonaro perde remuneração como presidente de honra do PL
Embora a generosa aposentadoria do ex-presidente tenha sido mantida, o Partido Liberal (PL), ao qual Bolsonaro se filiou em 2021, decidiu, nesta quinta-feira (27), suspender o salário e das atividades partidárias do político.
Ele assumiu o cargo de presidente de honra do partido em 2023 e passou a contribuir com conselhos, não possuindo autoridade oficial. Entretanto, por conta da condenação, o PL acabou decidindo encerrar o vínculo com Bolsonaro.
Por meio de um informativo, a sigla ressaltou que a decisão se manterá “enquanto perdurarem os efeitos do acórdão condenatório na AP 2668”, e reforçou ter tomado a decisão em respeito à lei.
O filho do ex-presidente, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu a decisão do partido, alegando se tratar de uma determinação legal, e não uma decisão política do PL. Além disso, o político também pediu união após a prisão do pai.






