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Marca de café é retirada das prateleiras após decreto de proibição

Por Leticia Florenço
25/11/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Café

Café - Foto: (Imagem/Reprdução)

A retirada imediata do café torrado e moído Extraforte e Tradicional da marca Câmara acendeu um alerta nacional sobre os riscos escondidos em produtos de consumo cotidiano.

A Anvisa decretou a apreensão de todos os lotes e proibiu totalmente fabricação, circulação, venda, publicidade e uso do produto depois de confirmar que o café era distribuído sem qualquer garantia de segurança ou origem confiável.

A ação emergencial evidenciou falhas gravíssimas e trouxe à tona uma série de irregularidades que colocavam o consumidor diretamente em risco.

Irregularidades nas embalagens

A investigação começou no Rio de Janeiro, quando equipes da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária verificaram que as embalagens do café apresentavam inconsistências gritantes.

Os rótulos indicavam empresas que, segundo o levantamento estadual, não possuíam situação regularizada, um indício claro de que o produto poderia estar circulando à margem das normas sanitárias.

As empresas citadas, Sociedade Abast do Com e da Ind de Panif Sacipan S.A. e Lam Fonseca Produtos Alimentos Ltda., não tinham registro válido, alimentando a suspeita de falsificação, adulteração ou produção clandestina.

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O caso ganhou urgência quando o Lacen-RJ analisou o lote 160229 e encontrou fragmentos semelhantes a vidro misturados ao café moído.

A presença de corpo estranho com potencial cortante configurou risco imediato à saúde do consumidor, capaz de provocar acidentes graves, desde cortes na boca e no trato digestivo até engasgamentos.

Diante disso, a Anvisa não hesitou. Classificou a situação como perigo físico de alto impacto e determinou a retirada instantânea do produto de todo o território nacional.

Por que produtos sem registro oferecem tanto risco?

Foto de Mike Kenneally na Unsplash

A agência reforçou que qualquer alimento comercializado sem registro válido representa uma ameaça direta porque não há qualquer garantia de:

  • Procedência da matéria-prima
  • Boas práticas de fabricação
  • Controle de qualidade
  • Condições sanitárias adequadas
  • Rastreabilidade em caso de incidentes

Sem comprovação de origem, um produto pode esconder contaminações, falhas na torra, uso de ingredientes inadequados ou até adulterações intencionais, e o consumidor jamais teria como saber.

Outra empresa sob investigação

Paralelamente, a Anvisa também determinou o recolhimento total dos alimentos e suplementos produzidos pela Axis Nutrition Indústria e Comércio de Alimentos Ltda. A medida foi tomada após uma inspeção entre 15 e 17 de setembro revelar problemas graves na estrutura e nos procedimentos da fábrica.

Entre as irregularidades identificadas estavam:

  • Falta de responsável técnico habilitado
  • Ausência de controle de potabilidade da água
  • Falhas na rastreabilidade de matérias-primas
  • Programa ineficiente de controle de alérgenos

Esses fatores comprometem completamente a segurança sanitária dos produtos e impediram a empresa de continuar funcionando até nova avaliação.

Recomendações ao público

A Anvisa orientou que ninguém consuma qualquer produto da marca Câmara e que possíveis irregularidades em outros alimentos sejam imediatamente comunicadas pelos canais oficiais de vigilância sanitária. A orientação vale também para os produtos da Axis Nutrition até nova determinação.

Mesmo produtos aparentemente simples e acessíveis podem esconder riscos sérios quando não seguem normas de registro e segurança. A vigilância constante é essencial para proteger a saúde da população e impedir que falhas desse tipo continuem chegando às prateleiras do país.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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