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Estação Espacial Internacional terá fim impressionante no meio do Pacífico

Por Leticia Florenço
06/11/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Estação Espacial Internacional - Reprodução

Estação Espacial Internacional - Reprodução

Depois de 25 anos servindo como lar para astronautas, laboratório orbital e símbolo máximo de cooperação entre países, a Estação Espacial Internacional (ISS) já tem destino definido.

Seu final será tão grandioso quanto sua história, a NASA irá conduzi-la até o Ponto Nemo, um local remoto no meio do oceano Pacífico apelidado de “cemitério das espaçonaves”.

É para lá que vão satélites, sondas e estruturas espaciais que já cumpriram sua missão.

Por que derrubá-la no Ponto Nemo

O Ponto Nemo é conhecido por ser o lugar mais isolado do planeta, distante cerca de 2.700 km da Terra habitada mais próxima. Não há rotas comerciais frequentes de navios nem tráfego aéreo, isso reduz praticamente a zero qualquer risco para pessoas ou embarcações.

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Esse isolamento fez com que o local ganhasse fama como destino final de equipamentos espaciais, já que fragmentos resultantes da reentrada não oferecem perigo para ninguém.

Nas últimas décadas, centenas de artefatos já foram direcionados para lá, incluindo a estação Mir, da Rússia, em 2001.

Como será a queda da Estação Espacial Internacional

A NASA pretende usar uma versão adaptada da cápsula Dragon, da SpaceX, com a função específica de conduzir a ISS para uma reentrada controlada na atmosfera.

O procedimento está programado para 2030 e exigirá cálculos precisos para garantir que a estação entre na posição correta e seja fragmentada no momento ideal. Ao atingir a atmosfera, os painéis solares serão os primeiros a se desprender.

Em seguida, os módulos pressurizados começam a se quebrar com o calor extremo gerado pelo atrito, que chega a temperaturas que vaporizam grande parte da estrutura. Apenas partes mais densas, feitas de metal reforçado, poderão sobreviver à queda e atingir o oceano.

Um laboratório que transformou a ciência

Construída entre 1998 e 2011, a ISS se tornou o maior laboratório já colocado em órbita. Cinco agências espaciais uniram forças, NASA (Estados Unidos), Roscosmos (Rússia), ESA (Europa), JAXA (Japão) e CSA (Canadá).

Em 25 anos, 290 pessoas de 26 países viveram ali, realizando pesquisas em medicina, física, biologia e tecnologias para futuras missões à Lua e Marte. Experimentos feitos a bordo contribuíram para avanços em tratamentos médicos, materiais mais resistentes e estudos sobre o corpo humano em microgravidade.

Os Estados Unidos enviaram 170 astronautas para a estação; a Rússia, 64, números proporcionais ao investimento de cada país no projeto.

O fim de uma era e o nascimento de outra

Com 460 toneladas e dimensões comparáveis às de um campo de futebol, a ISS será o maior objeto já enviado ao cemitério das naves espaciais. Sua queda representa o encerramento de uma fase histórica de cooperação científica em órbita.

Mas não é um adeus definitivo ao conceito de estações espaciais. A partir de 2030, novas bases privadas e comerciais deverão assumir o papel da ISS, marcando o início de uma nova era da exploração espacial, mais descentralizada, mais comercial e possivelmente ainda mais inovadora.

Quando os últimos fragmentos da estação tocarem o oceano, o mundo assistirá ao fim de um capítulo extraordinário. Mas a história que ela escreveu, de ciência, união e ambição humana, continuará inspirando o futuro.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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