A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma nova resolução que veta o uso de duas substâncias químicas frequentemente presentes em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. Divulgada nesta quarta-feira (30), a medida tem como finalidade principal proteger a saúde da população, minimizando os riscos associados à exposição prolongada a esses compostos, que podem provocar câncer e alterações no sistema reprodutivo.
As substâncias proibidas são o TPO (óxido de difenil (2,4,6-trimetilbenzol) fosfina) e o DMPT (N,N-dimetil-p-toluidina), também chamado de dimetiltolilamina (DMTA). Esses químicos são comumente utilizados em produtos de unhas em gel, contribuindo para a secagem rápida e a fixação do esmalte, mas, diante dos riscos à saúde, deixam de ser permitidos em qualquer tipo de cosmético.
Proibição de esmaltes
A proibição da Anvisa aplica-se a todos os cosméticos, independentemente da categoria ou finalidade. A resolução determina a suspensão imediata da fabricação, importação, registro e emissão de novas notificações de produtos que contenham essas substâncias.
Empresas e pontos de venda terão um prazo de 90 dias para interromper a comercialização e o uso dos produtos ainda disponíveis no mercado. Após esse prazo, todos os registros e notificações de cosméticos com TPO ou DMPT serão cancelados de forma definitiva pela agência.
Riscos do DMPT
A decisão da Anvisa baseia-se em estudos internacionais que identificam os riscos associados ao uso dessas substâncias. O DMPT é considerado potencialmente cancerígeno para humanos, enquanto o TPO apresenta efeitos tóxicos sobre a reprodução, podendo comprometer a fertilidade.
A agência ressaltou que o perigo é mais significativo para profissionais do setor de beleza, como manicures e esteticistas, devido à manipulação frequente dos produtos em ambientes com ventilação limitada. Com a medida, o Brasil passa a seguir padrões de segurança semelhantes aos da União Europeia, que também proibiu recentemente o uso dessas substâncias em cosméticos.






