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CEO que faliu o Brasil deixa rombo bilionário e dívida trilionária

Por Leticia Florenço
01/11/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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César Tralli faz anúncio definitivo de falência de grande empresa no Brasil

O Brasil enfrenta um buraco de R$ 35 bilhões no orçamento de 2026 e uma dívida pública superior a R$ 9,4 trilhões, equivalente a 76,6% do PIB.

Não se trata de pessimismo, mas de aritmética pura, as despesas estruturais superam as receitas de forma contínua, e a tendência não é apenas de queda, mas de aceleração rumo ao colapso fiscal.

Como uma empresa mal administrada, o país opera exclusivamente pensando em eleições futuras, não em planejamento estrutural. Cada decreto, medida provisória ou ajuste fiscal é feito para ganhar apoio político imediato, enquanto a sustentabilidade de longo prazo é ignorada.

O resultado é um Estado reativo e um governo preso a ciclos eleitorais.

A MP 1303

A medida provisória que aumentou tributação sobre investimentos e retirou incentivos de longo prazo não é erro técnico, é suicídio econômico. Enquanto setores estratégicos recebem estímulos, grupos políticos mantém renúncias fiscais enquanto penalizam quem investe.

A narrativa política se sobrepõe à realidade fiscal, transformando tributos em ferramenta eleitoral.

Quando a MP fracassou, o governo reagiu com promessas vagas e medidas rejeitadas, demonstrando desespero e imprevisibilidade. Para investidores, esse comportamento destrói a confiança: regras podem mudar a qualquer momento e decisões de longo prazo tornam-se impossíveis.

Populismo versus responsabilidade

O Congresso aprovou isenções populares, mas rejeitou os aumentos de impostos que as financiariam. A mensagem é clara, populismo é permitido, responsabilidade não. Enquanto isso, o país enfrenta 17 anos de gestão do mesmo partido, que resultaram em uma máquina inchada, sistema tributário distorcido e dívida crescente.

O Estado brasileiro aprendeu a sobreviver da própria ineficiência: órgãos, estatais e políticas públicas foram estruturados para não depender de eficiência. Toda tentativa de tornar o sistema funcional enfrenta resistência, porque eficiência reduz a necessidade de políticos e gestores.

O custo do fracasso sistêmico

O buraco de R$ 35 bilhões representa mais do que falha fiscal, é o início de um regime de dominância fiscal, onde o endividamento limita a política monetária e a inflação se torna o imposto inevitável. O Judiciário, o Legislativo e o Executivo atuam mais para auto-preservação do que para interesse público.

O Brasil possui mais de 90 tipos de tributos e exige 2.600 horas anuais das empresas para cumprimento, contra 200 horas na média global. Enquanto isso, quase metade do orçamento federal vai para folha de pagamento e aposentadorias, travando reformas essenciais e perpetuando privilégios.

Ineficiência versus competência

Comparando com São Paulo, que passou de déficit de R$ 10 bilhões em 2018 para superávits de R$ 11,5 bilhões em 2023, fica claro que gestão profissional gera resultados. No governo federal, 17 anos de poder PT resultaram em rombos, dívida crescente, competência versus fracasso sistêmico.

Quem assumir em 2027 herdará não só um país quebrado, mas um Estado em dominância fiscal, exigindo reformas estruturais rápidas e profundas. Sem mudanças no sistema, qualquer troca de governo será apenas adiar a crise, cujo custo cresce exponencialmente a cada ano de procrastinação.

O Brasil não precisa apenas de novo governo, precisa de reforma estrutural e credibilidade fiscal. O rombo de R$ 35 bilhões não desaparecerá com medidas temporárias, e a dívida continuará a crescer enquanto políticas imediatistas prevalecerem.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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