O mercado de chicletes no Brasil tem passado por transformações relevantes nos últimos anos, refletindo alterações no comportamento dos consumidores e acompanhando tendências internacionais. Em 2023, o país registrou um consumo estimado de cerca de 22,6 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAD).
A prática de mascar, entretanto, possui raízes antigas. No período Neolítico, populações da Finlândia já utilizavam uma goma derivada do alcatrão da casca de bétula, reconhecida por suas propriedades antissépticas e utilizada tanto para a higiene bucal quanto para o tratamento de inflamações gengivais.
Nascimento do chiclete
Civilizações mesoamericanas, como os maias e astecas, utilizavam o chicle, uma goma extraída do látex da árvore Sapotizeiro, para refrescar o hálito, saciar a sede e reduzir a fome. Na Grécia Antiga, a resina da árvore de mástique era mastigada devido às suas propriedades antissépticas e aos efeitos positivos na higiene bucal.
O chiclete moderno teve origem nos Estados Unidos no século XIX, quando John Curtis, em 1848, produziu o primeiro chiclete comercial utilizando resina de abeto. Posteriormente, em 1872, Thomas Adams Jr. aprimorou a fórmula, incorporando sabores como alcaçuz, e fundou a American Chicle Company, lançando o Chiclets, um dos primeiros chicletes a alcançar ampla comercialização no mercado internacional.
Mascando petróleo
Atualmente, a produção de chicletes utiliza principalmente poli-isobutileno, uma borracha sintética derivada do petróleo, combinado com açúcares, adoçantes, xarope de glicose, corantes e aromatizantes. A massa obtida é moldada por processos de extrusão ou corte, resfriada e, quando necessário, recebe revestimento de açúcar ou amido. Algumas versões ainda incorporam recheios líquidos durante a extrusão, proporcionando sabores internos.
A indústria tem se ajustado às novas demandas do consumidor, dando ênfase a produtos sem açúcar e com ingredientes naturais. No cenário global, o mercado de chicletes sem açúcar projeta um crescimento anual composto de 4,2% até 2034, impulsionado pelo aumento da conscientização sobre saúde e bem-estar. No Brasil, as empresas locais têm investido em inovação e lançamentos que atendem a essas tendências, buscando oferecer alternativas mais saudáveis e alinhadas às preferências atuais do público.






