A Amazon deve anunciar nesta terça-feira (28) mais uma rodada de demissões em larga escala, com a expectativa de cortar até 30 mil postos de trabalho.
O movimento, que vem sendo interpretado como parte de uma ampla reestruturação interna, está diretamente ligado ao avanço da automação nas operações da empresa.
A substituição de funcionários humanos por sistemas robóticos e ferramentas de inteligência artificial tem se acelerado nos últimos meses.
Nas redes sociais, já há quem acredite que esse movimento de substituição de funcionários pode estar relacionada a recente falha nos serviços da Amazon Web Services (AWS), que afetou empresas e usuários em todo o mundo.
10% dos funcionários da Amazon serão demitidos após robôs tomarem conta
Segundo fontes próximas à empresa, os cortes devem atingir cerca de 10% do quadro de funcionários corporativos, principalmente nos setores de recursos humanos, operações, dispositivos e serviços.
A decisão acontece poucos dias antes da divulgação dos resultados financeiros do terceiro trimestre, marcada para quinta-feira (30), e está sendo encarada como um esforço para enxugar custos e ajustar a estrutura interna após o crescimento acelerado registrado durante a pandemia.
A empresa, que atualmente emprega aproximadamente 350 mil pessoas em funções corporativas, vem intensificando investimentos em automação. A meta é ambiciosa: automatizar até 75% das operações logísticas nos Estados Unidos nos próximos anos.
Com isso, a Amazon espera economizar cerca de 30 centavos por item processado, eliminando a necessidade de contratar centenas de milhares de novos trabalhadores.
A expectativa é que, até 2027, mais de 160 mil postos deixem de ser abertos graças à adoção de sistemas automatizados, mesmo com o aumento previsto nas vendas globais até 2033.
Sistemas da Amazon apresentaram falha após substituição de funcionários por IA
Mas a aposta agressiva na substituição de pessoas por tecnologia já começa a mostrar suas fragilidades.
No último dia 20 de outubro, a AWS enfrentou uma pane significativa, que comprometeu o funcionamento de serviços digitais em escala global.
A origem do problema foi um erro no sistema de DNS vinculado ao banco de dados DynamoDB, que impediu o acesso a serviços-chave.
Embora a Amazon não tenha confirmado relação direta entre a falha e os cortes de pessoal, muitos internautas apontam que a redução de equipes técnicas e a dependência excessiva de sistemas automatizados podem ter contribuído para a instabilidade.
A proximidade entre os desligamentos e o incidente reacendeu o debate sobre os riscos de uma digitalização apressada em áreas críticas, como a computação em nuvem.






