Os encontros presenciais mantêm papel significativo na estratégia corporativa contemporânea. Dados recentes da International Workplace Group revelam que 87% dos executivos ainda consideram essenciais as interações face a face para o avanço das carreiras, mesmo com a expansão do trabalho digital e dos modelos flexíveis.
Entre essas práticas, destacam-se os almoços de negócios, que passaram a assumir características renovadas. A pesquisa indica que líderes empresariais participam, em média, de 4,5 reuniões desse formato por mês, sendo que 69% as classificam como determinantes para a concretização de parcerias e 82% reconhecem impacto direto no desempenho das empresas.
Networking nos almoços
O levantamento, realizado com mais de 500 gestores, revela que os encontros presenciais tornaram-se mais breves e objetivos, conforme apontado por 81% dos entrevistados, distanciando-se do formato de grandes reuniões comum antes da pandemia.
Entre profissionais de 25 a 34 anos, a participação cresceu significativamente: 80% afirmam frequentar almoços de negócios com maior regularidade em relação a dois anos atrás, evidenciando a importância que Geração Z e Millennials conferem ao networking.
Para Mark Dixon, fundador e CEO da International Workplace Group, essa prática continua sendo fundamental para consolidar relações profissionais e acompanha a descentralização do trabalho, refletindo a preferência por encontros mais próximos das comunidades em que os colaboradores residem.
Modelo de trabalho
Originalmente concentrados em centros urbanos, esses encontros passaram a ocorrer com maior frequência em áreas residenciais e suburbanas, impulsionados pela expansão de espaços de trabalho flexíveis e pela diminuição de longos deslocamentos. Atualmente, oito em cada dez executivos realizam reuniões focadas em networking próximas de suas residências.
O crescimento do trabalho híbrido, que atingiu cerca de 18% dos profissionais em Portugal no final de 2023, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), contribuiu para essa mudança de comportamento. A realização de encontros profissionais mais próximos e informais surge como uma alternativa que equilibra as demandas corporativas com as rotinas pessoais.






