Pacientes diagnosticados com câncer e que enfrentam dificuldades para continuar o tratamento devido aos custos de deslocamento agora poderão contar com uma ajuda do governo federal.
O Ministério da Saúde anunciou recentemente a criação de um auxílio financeiro voltado especificamente para pessoas que precisam viajar para outras cidades a fim de realizar sessões de radioterapia.
A proposta busca impedir que limitações econômicas levem ao abandono do tratamento, algo que ainda é uma realidade para milhares de brasileiros.
Pacientes com essa doença poderão solicitar auxílio financeiro
O novo benefício tem como foco custear parte das despesas com transporte, alimentação e hospedagem de pacientes e também de seus acompanhantes, sempre que for necessário o deslocamento para fora do município de origem.
A ajuda será repassada por meio de estados, municípios e unidades de saúde, permitindo que os valores cheguem diretamente às pessoas que realizam o tratamento.
A cada viagem realizada para a sessão de radioterapia, o paciente e seu acompanhante terão direito a R$ 150 por trajeto de ida e volta.
Caso seja preciso permanecer na cidade onde o tratamento está sendo feito, também será disponibilizado um valor diário de R$ 150 por pessoa para cobrir gastos com alimentação e hospedagem.
O auxílio poderá ser concedido por até 30 dias consecutivos, a depender do tempo necessário para a continuidade do tratamento.
É a primeira vez que o SUS oferece auxílio para pacientes com câncer
Segundo o Ministério da Saúde, essa é a primeira vez que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece um suporte financeiro desse tipo para pacientes oncológicos.
A medida integra o programa “Agora Tem Especialistas”, uma iniciativa voltada à expansão do atendimento especializado em saúde no Brasil.
A ideia é fortalecer a rede pública com mais infraestrutura, profissionais qualificados e recursos financeiros, garantindo o acesso ao tratamento de câncer em todo o território nacional.
Além de reduzir os impactos financeiros para as famílias, o auxílio pretende melhorar a adesão ao tratamento e diminuir os atrasos e abandonos causados por dificuldades logísticas, especialmente entre pessoas que vivem em áreas rurais ou regiões com pouca oferta de serviços especializados.
A expectativa do governo é que a medida represente um passo importante para garantir mais equidade no acesso à saúde e aumentar as chances de sucesso nos tratamentos oncológicos.





