Em seu quinto levantamento anual, a Forbes revelou as Melhores Empresas do Mundo para Mulheres, destacando 400 companhias de mais de 36 países.
A lista é fruto de uma parceria com a Statista, baseada em entrevistas com cerca de 120 mil mulheres que avaliaram seus empregadores em práticas de trabalho e iniciativas voltadas à igualdade de gênero.
O objetivo é orientar profissionais a encontrar empresas que ofereçam ambiente inclusivo, oportunidades de crescimento e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Microsoft lidera o ranking mundial
A gigante americana Microsoft subiu da oitava para a primeira posição em 2025. Reconhecida por seus programas de diversidade, mentorias, políticas de licença parental e iniciativas de capacitação feminina, a empresa se tornou referência global em gestão inclusiva e equidade de oportunidades.
Na sequência do pódio estão a suíça Roche Holding, referência em biotecnologia, e o National Bank of Canada, conhecido por sua cultura de valorização do talento feminino. Fecham o top 5 a Hewlett Packard Enterprise e a IKEA, ambas destacando-se por políticas de flexibilidade, bem-estar e liderança inclusiva.
Brasil marca presença no ranking
Seis empresas brasileiras conquistaram posição no ranking global. A Natura & Co é a melhor colocada, em 57º lugar, seguida por estreantes como Nubank (247º), Banco Bradesco (269º), Vale (282º), Gerdau (358º) e Embraer (362º).
A presença dessas companhias evidencia o esforço de empresas nacionais em criar ambientes de trabalho que respeitem, incluam e valorizem mulheres em todos os níveis hierárquicos.
Condições de trabalho ainda enfrentam desafios
Embora os avanços sejam notáveis, pesquisas indicam que muitas mulheres permanecem insatisfeitas com seus empregos. Segundo estudo da Deloitte Global 2025 Women @ Work, quase 40% planejam ficar em seus cargos por apenas 1 a 2 anos, e apenas 5% pretendem permanecer por mais de cinco anos.
Entre os fatores mais citados estão falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional (30%), remuneração insuficiente (28%), horários pouco flexíveis (27%), limitadas oportunidades de crescimento (18%) e impactos na saúde mental (16%).
Além disso, um terço das mulheres se preocupa com segurança no trabalho, com cerca de 20% relatando assédio de colegas e 17% assédio ou desconforto com clientes. Esses dados ressaltam que, apesar do progresso, há um longo caminho para garantir ambientes totalmente seguros e inclusivos.
Metodologia da Forbes
Para construir o ranking, foram avaliadas empresas que atuam em pelo menos duas regiões continentais, combinando opiniões das colaboradoras com dados internos e indicadores de liderança feminina. Foram analisados critérios como:
- Equidade salarial e oportunidades de promoção;
- Respostas da liderança a denúncias de discriminação;
- Iniciativas que combatam estereótipos de gênero;
- Envolvimento em escândalos relacionados a gênero;
- Presença de mulheres em cargos de liderança.
A avaliação pondera dados recentes com informações dos últimos três anos, garantindo uma visão atualizada e confiável do ambiente de trabalho feminino nas corporações globais.
Uma referência para o futuro
A lista da Forbes não apenas celebra empresas de destaque, mas também funciona como inspiração para outras organizações desenvolverem políticas mais inclusivas e sustentáveis.
Promover o talento feminino deixa de ser apenas uma questão de responsabilidade social e passa a ser um diferencial estratégico para o crescimento, inovação e reputação corporativa.





