Atualmente, qualquer pessoa com um celular conectado à internet pode produzir vídeos relacionados à saúde, compartilhando relatos pessoais, informações científicas e, infelizmente, notícias falsas. Grande parte do conteúdo sobre alimentação e emagrecimento nas redes sociais carece de veracidade, o que pode gerar riscos à saúde dos consumidores dessas informações.
Um estudo de 2022 da Universidade de Vermont analisou mais de mil vídeos sobre nutrição, alimentação e peso, alguns com bilhões de visualizações, e constatou que a maioria dos conteúdos promovia a glorificação da magreza e dietas extremas.
Jejum extremo e outras práticas
O levantamento também indicou que predominam postagens feitas por jovens mulheres brancas sem formação específica na área, evidenciando a escassez de orientações confiáveis de especialistas. Entre os conteúdos disseminados, destacam-se práticas como:
- Jejuns prolongados.
- Restrição calórica severa.
- Dietas baseadas em apenas um tipo de alimento, como o ovo.
- Exclusão de glúten ou lactose sem necessidade clínica.
- Consumo diário de água com sal integral.
- Uso de suplementos ou medicamentos manipulados para emagrecimento.
- Uso inadequado de medicamentos como Ozempic, inclusive em versões manipuladas.
Essas práticas não possuem comprovação científica de eficácia e podem causar desequilíbrios nutricionais, hipertensão, intoxicações ou outros riscos à saúde.
Cuidado com as redes sociais
Diante da circulação de informações falsas e dietas sem base científica, é essencial ter postura crítica frente às redes sociais. A orientação de nutricionistas garante hábitos alimentares seguros, equilibrados e adaptados às necessidades individuais.
A busca por emagrecimento ou melhora corporal deve priorizar a saúde, evitando práticas extremas. Dieta e estilo de vida devem se basear em evidências científicas, equilíbrio nutricional, hidratação adequada e acompanhamento profissional, assegurando bem-estar sem riscos desnecessários.






