O Programa de Pesquisa e Desenvolvimento em Silvicultura de Espécies Nativas (PPD&SEN) busca fomentar a produção sustentável de madeira a partir de espécies nativas brasileiras e posicionar o país como referência global no segmento.
Sob a coordenação da Embrapa e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o projeto contará com um investimento total de R$ 30,8 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dos quais R$ 24,9 milhões serão destinados pelo Fundo Tecnológico (BNDES Funtec).
Uso comercial de árvores brasileiras
O projeto visa organizar o conhecimento científico e desenvolver tecnologias para o cultivo comercial de espécies nativas, como pau-brasil, jacarandá-da-bahia, ipê, mogno e cumaru, promovendo reflorestamento e geração de empregos.
Lançado em 2021 pela Coalizão Brasil — que reúne mais de 400 representantes dos setores empresarial, financeiro, acadêmico e da sociedade civil —, o programa conta com apoio administrativo e logístico da FAI UFSCar.
Segundo a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, a expansão da silvicultura de espécies nativas amplia a oferta de madeira tropical legal, contribui para a preservação da biodiversidade, o sequestro de carbono e o desenvolvimento socioeconômico, e depende da aplicação de conhecimento e inovação tecnológica para atrair investimentos e atender à demanda comercial global.
Funcionamento do projeto
As pesquisas do programa serão estruturadas em cinco áreas principais: sementes e mudas, melhoramento genético, propagação vegetativa, manejo florestal e tecnologia da madeira, abrangendo 30 espécies prioritárias dos biomas Amazônia e Mata Atlântica.
Serão instalados 20 sítios experimentais, totalizando aproximadamente 160 hectares de novos plantios, além de seis polos de referência com florestas já existentes. Paralelamente às atividades de campo, o projeto investirá na tecnologia da madeira engenheirada, que permite o aproveitamento de toras de menor diâmetro e amplia suas aplicações industriais.
Espera-se, assim, fortalecer a cadeia produtiva comercial das espécies nativas, reduzir a exploração ilegal e incentivar a restauração ecológica produtiva. A meta é que, em até 30 anos, o Brasil se consolide como líder global em silvicultura tropical sustentável, transformando suas florestas em ativos estratégicos e economicamente competitivos.






