Pesquisadores da Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos, finalmente explicaram como as gigantescas estátuas da Ilha de Páscoa, conhecidas como moais, eram transportadas.
Ao contrário do que se acreditava há muito tempo, elas não eram arrastadas sobre troncos de madeira. As esculturas se moviam em pé, balançando lateralmente, guiadas por cordas e pela força coordenada de grupos de pessoas.
Modelagem 3D e testes práticos confirmam a hipótese
Para comprovar a teoria, a equipe utilizou tecnologia de modelagem 3D e realizou experimentos práticos. Uma réplica de 4,3 toneladas, construída nas mesmas proporções dos moais originais, foi movimentada por 18 pessoas em apenas 40 minutos, percorrendo 100 metros com cordas laterais controlando o balanço.
O teste demonstrou que o método seria totalmente viável com os recursos disponíveis na época.
Estradas de Rapa Nui integradas ao transporte
As antigas estradas da ilha também reforçam a explicação. Com cerca de 4,5 metros de largura e um leve formato côncavo, os caminhos ajudavam a manter as estátuas estáveis durante o deslocamento.
A pesquisa revela que o planejamento das estradas e o transporte dos moais faziam parte de um mesmo projeto de engenharia, pensado para facilitar o movimento das esculturas.
O movimento em zigue-zague das estátuas
O transporte dos moais consistia em um movimento controlado em zigue-zague. As cordas laterais permitiam que as esculturas balançassem sem cair, utilizando apenas a força humana de maneira coordenada.
Essa técnica exigia cooperação e planejamento, mostrando que o povo de Rapa Nui possuía profundo conhecimento da física aplicada.
Com recursos limitados, eles desenvolveram um método eficiente e criativo de transportar enormes estátuas, combinando observação, física e trabalho coletivo. Os moais que “andavam” representam um testemunho da inteligência humana e da capacidade de inovar diante de desafios.





