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Empresa de Virgínia, Wepink, é investigada sob práticas abusivas

Por Leticia Florenço
10/10/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Wepink - Reprodução

Wepink - Reprodução

A empresa de cosméticos WePink, da influenciadora digital Virginia Fonseca, está sendo investigada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), que entrou com uma ação civil pública devido a práticas abusivas contra consumidores.

O caso ganhou repercussão nacional ao revelar falhas graves no atendimento e na comercialização de produtos da marca.

Segundo o MPGO, a WePink acumulou mais de 90 mil reclamações em 2024 no site Reclame Aqui. Além disso, 340 denúncias formais foram registradas no Procon Goiás entre 2024 e 2025, indicando problemas recorrentes no relacionamento da empresa com os clientes.

Práticas abusivas constatadas

A investigação identificou irregularidades graves, como a falta de entrega de produtos, descumprimento de prazos que chegaram a sete meses, dificuldade de reembolso, atendimento deficiente, remoção de comentários negativos nas redes sociais e entrega de produtos com defeito ou diferentes do anunciado.

O promotor de Justiça Élvio Vicente da Silva destacou uma declaração de Thiago Stabile, sócio da WePink, admitindo publicamente a venda de produtos sem estoque suficiente, o que caracteriza, segundo o MP, publicidade enganosa e má-fé contratual.

Um exemplo relatado envolve uma consumidora que esperou sete meses por um produto que nunca chegou e teve o pedido não estornado. O Procon Goiás lavrou um Auto de Infração em 26 de agosto de 2025, confirmando violações aos direitos do consumidor.

Medidas solicitadas pelo Ministério Público

O MP pediu à Justiça a suspensão de novas lives promocionais até que todos os atrasos sejam regularizados, a criação de um canal de atendimento humano com resposta em até 24 horas, um mecanismo simplificado de cancelamento e reembolso com devolução em 7 dias, a entrega imediata de todos os produtos pagos e multa diária de R$ 1 mil por descumprimento.

Além disso, solicitou indenização por dano moral coletivo de R$ 5 milhões, a ser revertida ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor (FEDC), e possibilitou indenizações individuais para consumidores lesados.

Uso de estratégias de marketing e imagem da influenciadora

O MP aponta que os sócios da WePink participaram ativamente das lives promocionais, sabiam das falhas operacionais e mantiveram a estratégia de vendas massivas.

A investigação também destacou o uso de “flash sales”, que criam urgência artificial e induzem compras impulsivas, e o efeito da imagem de Virginia Fonseca, cuja recomendação aumenta a confiança e a vulnerabilidade dos consumidores.

Posição da empresa e da influenciadora

A defesa da WePink informou que a empresa ainda não foi formalmente citada, portanto não se manifestou sobre a ação. A assessoria de Virginia Fonseca também não se posicionou até o momento, mantendo o espaço aberto para futuras declarações.

O caso evidencia a importância de transparência e responsabilidade no comércio digital, especialmente para empresas ligadas a influenciadores, cujo alcance pode amplificar os impactos de práticas abusivas.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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