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Falha no WhatsApp permite roubo de senhas de usuários

Por Leticia Florenço
13/10/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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WhatsApp - Reprodução/Agência Brasil

WhatsApp - Reprodução/Agência Brasil

A segurança digital está mais uma vez em alerta com a identificação de um novo malware que explora o WhatsApp Web para atacar usuários.

Batizado de Sorvepotel, o vírus se espalha rapidamente, rouba senhas de contas bancárias e criptomoedas, e pode transformar computadores em “zumbis” sob controle de hackers.

Origem e nome curioso do vírus

O Sorvepotel recebeu esse nome devido aos endereços de servidores usados pelos cibercriminosos, que lembram a expressão “sorvete no pote”.

A tendência é de que o malware se concentre no Brasil: dos 477 ataques detectados, 457 ocorreram em território brasileiro, segundo a empresa de cibersegurança Trend Micro.

Até o momento, os pesquisadores afirmam que o vírus ainda não se concentra em roubo de dados ou bloqueio de arquivos, indicando que o principal objetivo é propagação.

Como o ataque funciona

O ataque é baseado na engenharia social, que explora a confiança do usuário. Alguns pontos-chave do funcionamento do Sorvepotel:

  • Envio de arquivos maliciosos: Os hackers enviam supostos comprovantes de pagamento, orçamentos ou documentos importantes.
  • Arquivos ZIP: Ao compactar múltiplos arquivos, os criminosos conseguem enviar comandos maliciosos de uma só vez.
  • Roubo de credenciais: O malware exibe páginas falsas de bancos e corretoras de criptomoedas para capturar senhas.
  • Controle do WhatsApp Web: Após infectar a máquina, o malware envia automaticamente arquivos maliciosos para todos os contatos da vítima.
  • Execução automática: O vírus pode ser configurado para rodar a cada inicialização do computador, mantendo o controle contínuo sobre o sistema.

Segundo Marcelo Sanches, líder técnico da Trend Micro Brasil, não se trata de uma falha no WhatsApp, mas sim da exploração de vulnerabilidades humanas e da distração das vítimas.

Quem está sendo afetado

Embora ataques corporativos sejam o principal alvo, qualquer usuário que utilize o WhatsApp Web pode ser afetado. Os setores mais atingidos incluem:

  • Organizações governamentais e de serviços públicos
  • Indústrias
  • Tecnologia e TI
  • Educação
  • Construção civil

O malware também verifica a configuração do idioma, a localização e o formato de data do computador, concentrando ataques em usuários brasileiros.

Riscos para o usuário

Os efeitos de uma infecção pelo Sorvepotel vão além do roubo de senhas:

  • Perda de credenciais bancárias e de criptomoedas
  • Transformação do computador em “zumbi”, podendo receber comandos externos
  • Envio de mensagens automáticas, que podem levar ao bloqueio da conta do WhatsApp por spam
  • Exposição de dados corporativos, principalmente em empresas cujos funcionários usam o WhatsApp Web para atividades pessoais

A Febraban, no entanto, afirma que os bancos brasileiros possuem estruturas robustas de monitoramento e tecnologias avançadas de segurança, reduzindo riscos em sistemas financeiros.

Formas de prevenção e segurança

Especialistas da Trend Micro reforçam a importância de práticas básicas de segurança digital, principalmente em ambientes corporativos:

  • Desativar downloads automáticos no WhatsApp
  • Restringir downloads em dispositivos corporativos
  • Treinamentos de conscientização sobre os riscos de baixar arquivos suspeitos
  • Desconfiar de mensagens pedindo permissões em navegadores
  • Confirmar com o remetente se o arquivo enviado é legítimo, usando outro canal de comunicação (telefone ou presencial)

Além disso, é fundamental manter o antivírus atualizado e evitar clicar em links ou abrir arquivos de remetentes desconhecidos.

O Sorvepotel demonstra como engenharia social e distração do usuário continuam sendo ferramentas poderosas para cibercriminosos. Embora o WhatsApp trabalhe constantemente para reforçar a segurança, a atenção individual continua sendo o primeiro e mais eficaz escudo contra ataques digitais.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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