Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a circulação de lotes falsificados do medicamento Mounjaro (tirzepatida) no Brasil.
A situação chamou atenção pelo uso de golpes sofisticados na internet, que visam enganar pacientes em busca de tratamentos para obesidade e diabetes tipo 2.
Golpes virtuais e sites falsos
As fraudes circulam principalmente em redes sociais e sites falsos, que prometem que o Mounjaro estaria disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os anúncios, muitas vezes bem elaborados, simulam uma suposta parceria entre o governo federal e o laboratório Eli Lilly, fabricante do remédio, oferecendo seringas “emagrecedoras” mediante cadastro online.
A Anvisa esclareceu de forma categórica que não realiza venda nem intermediação comercial de medicamentos. Ou seja, qualquer oferta que pareça oficial e gratuita é golpe, e os consumidores devem estar atentos para não fornecer dados pessoais ou bancários a sites fraudulentos.
Recomendações da Anvisa
Para evitar riscos à saúde e prejuízos financeiros, a Anvisa reforça:
- Comprar medicamentos apenas em farmácias regularizadas e autorizadas.
- Desconfiar de ofertas que prometem remédios gratuitos sem prescrição médica.
- Denunciar fraudes, seja no site da Anvisa ou aos órgãos de defesa do consumidor.
A agência ressalta que a circulação de medicamentos falsificados representa grande risco de efeitos adversos graves, já que substâncias podem estar adulteradas ou conter ingredientes tóxicos.
O Mounjaro no Brasil
O Mounjaro, cujo princípio ativo é a tirzepatida, foi aprovado no país em junho de 2025 para tratamento da obesidade, embora já fosse autorizado desde 2023 para diabetes tipo 2. Estudos indicam que o medicamento pode reduzir até 22,5% da gordura corporal, dependendo da dose e do acompanhamento médico.
Atualmente, os preços do Mounjaro variam entre R$ 2,6 mil e R$ 3,6 mil, de acordo com a dosagem. Este valor reflete a eficácia clínica do remédio, que deve ser utilizado apenas sob supervisão médica rigorosa.
Denunciar fraudes, verificar a procedência dos produtos e respeitar a orientação médica são passos essenciais para proteger a saúde e evitar prejuízos.






