O teclado QWERTY, presente em praticamente todos os computadores, notebooks e até máquinas de escrever antigas, está prestes a enfrentar um desafio curioso, a inovação do Google Japão.
Criado em 1870 por Christopher Lathan Sholes, o QWERTY surgiu como uma solução para travamentos nas máquinas de escrever, e desde então, poucas mudanças estruturais foram feitas. Mas a tecnologia está sempre em busca de formas de repensar o que consideramos padrão.
De brincadeira a conceito inovador
O Google Japão, conhecido por suas brincadeiras de 1º de abril, vem transformando ideias lúdicas em conceitos tecnológicos surpreendentes. O mais recente projeto da equipe utiliza mostradores circulares para substituir as tradicionais fileiras de teclas, lembrando antigos telefones de disco.
Cada disco contém orifícios para os dedos, que permitem selecionar letras, números, símbolos e funções girando o mostrador, em vez de pressionar teclas.
Como funciona o teclado circular
- Mostradores circulares: São nove discos separados, cada um destinado a letras, números, funções de navegação e pontuação.
- Sistema de digitação: Para inserir um caractere, o usuário coloca o dedo no buraco correspondente e gira o disco até o limite, soltando-o para que volte à posição inicial.
- Tecla Enter: Um disco central maior substitui a tradicional tecla, funcionando de maneira similar: gira-se até o batente metálico.
- Trajetos diferenciados: Letras como Q e A exigem movimentos maiores, enquanto P, L e M possuem trajetos mais curtos, tornando a digitação irregular, mas curiosamente interativa.
O novo teclado combina nostalgia e modernidade: elementos físicos inspirados nos telefones de disco se encontram com hardware moderno.
Embora sua função não seja tão prática quanto o QWERTY, a proposta é mais experimental, mostrando que o Google Japão explora novas formas de interação humana com máquinas, longe de padrões rígidos.
Disponível para experimentação
Apesar de não estar à venda, o projeto é aberto ao público. Usuários interessados podem acessar gratuitamente as plantas e arquivos 3D disponibilizados pelo Google Japão no GitHub e montar seu próprio teclado circular.
Isso transforma a ideia em uma experiência prática, permitindo que qualquer pessoa teste a “digitação do futuro” em casa.
O projeto do Google Japão não deve substituir o QWERTY em massa, mas provoca reflexão sobre hábitos tecnológicos que permanecem inalterados por mais de um século.
Inovações como essa mostram que, mesmo padrões consolidados, podem ser repensados, desafiando nossa relação com dispositivos que usamos diariamente.






