Nesta terça-feira, 7, o cantor pernambucano João Gomes inaugurou o Tiny Desk Brasil com uma apresentação de cerca de 20 minutos ao lado de sua banda.
O show contou com sucessos como Dengo, Deusa de Itamaracá, Meu Cafofo, Pra Que Fui Me Apaixonar, Meu Pedaço de Pecado, Reencontro, Aquelas Coisas e Eu Tenho a Senha.
O formato, importado diretamente dos Estados Unidos, privilegia a intimidade: os artistas se apresentam em estúdios pequenos, decorados com objetos trazidos por quem já passou pelo programa, sem luxos, retorno de som ou amplificação exagerada.
A plateia, quando presente, fica separada apenas por uma mesa de escritório, a icônica mesa da NPR em Washington, que dá nome ao projeto.
Estados Unidos, Japão, Coreia… e agora o Brasil
Até o momento, o Tiny Desk só tinha versões nos EUA, Japão e Coreia do Sul. O Brasil se tornou o terceiro país a adotar oficialmente o programa e já é o segundo no mundo em audiência no YouTube, mostrando que havia grande expectativa por uma versão nacional.
Novos episódios serão lançados semanalmente às terças-feiras, e a NPR já gravou duas temporadas de cinco episódios cada. As próximas atrações ainda não foram divulgadas, mas o calendário de estreias promete movimentar o YouTube musical brasileiro nas próximas semanas.
Cortes de verba de Trump e rumores sobre o fim do Tiny Desk
Durante a presidência de Donald Trump, diversos cortes atingiram a verba federal destinada à cultura nos EUA. Entre os afetados estava o Corporation for Public Broadcasting (CPB), que distribuía recursos para rádios e TVs públicas. Com isso, surgiram boatos de que o Tiny Desk seria descontinuado.
Na internet, especialmente no X/Twitter, mensagens alarmistas afirmavam que o programa não voltaria a ser produzido. No entanto, essas informações não procedem.
O futuro do Tiny Desk nos EUA
O produtor Bobby Carter confirmou que o projeto seguirá normalmente, mesmo com a redução de financiamento federal. A NPR, que depende de doações e patrocínios, terá que se adaptar, mas garantiu a continuidade do quadro.
O impacto do corte financeiro já gerou protestos de artistas como Hayley Williams, que alertam para os riscos à programação cultural das rádios e TVs públicas nos EUA. Apesar disso, o Tiny Desk permanece ativo, mantendo seu estilo intimista e inovador.






