A Starbucks, uma das maiores e mais reconhecidas redes de cafeterias dos Estados Unidos e do mundo, anunciou nesta semana que deverá fechar aproximadamente 400 unidades com desempenho insatisfatório em solo norte-americano.
A notícia foi comunicada pelo CEO da empresa, Brian Niccol, por meio de uma carta enviada aos colaboradores.
Segundo ele, a medida faz parte de uma reestruturação estratégica que terá um custo total estimado em R$ 5 bilhões, considerando tanto o encerramento das operações quanto a demissão de centenas de funcionários.
Starbucks confirma fechamento de 400 lojas e despesa de R$ 5 bilhões
O plano inclui a eliminação de 900 cargos corporativos, que se somam aos 1.100 já cortados anteriormente neste ano.
A empresa declarou que os fechamentos atingirão lojas que não atendem às expectativas de ambiente e desempenho financeiro, fatores considerados cruciais para manter a experiência que a marca promete a seus clientes.
De acordo com Niccol, alguns pontos de venda simplesmente não oferecem o padrão físico necessário nem demonstram viabilidade financeira a longo prazo. A decisão, embora difícil, seria essencial para concentrar recursos em operações mais eficientes e rentáveis.
Com os fechamentos, a Starbucks encerrará o ano com cerca de 18.300 lojas ativas na América do Norte. Em junho, o número total era de 18.734, o que confirma a redução de aproximadamente 400 unidades.
A empresa não revelou detalhes sobre quais localidades serão afetadas. Em paralelo, a Starbucks enfrenta sua sexta queda consecutiva nas vendas trimestrais em lojas com mais de um ano de operação.
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A instabilidade financeira também se refletiu no desempenho das ações da companhia, que acumulam uma desvalorização de 12% no último ano.
O CEO destacou que, apesar dos cortes, a nova estratégia de reposicionamento já começa a apresentar resultados positivos, e que os ajustes visam reforçar o que tem funcionado bem.
Ele defende que os investimentos sejam redirecionados para iniciativas com maior potencial de crescimento e retorno.
Fundada em 1971, a Starbucks se tornou um símbolo global da cultura do café, com forte presença em diversos países. Seus produtos e ambientes padronizados são facilmente reconhecidos por consumidores em todo o mundo.
Por isso, o anúncio de fechamentos em larga escala causou surpresa entre clientes e observadores do mercado, que veem a medida como um sinal dos desafios enfrentados até mesmo por marcas consolidadas.





