Depois de mais de uma década operando exclusivamente no ambiente digital, por meio de seu site e aplicativo, a Shein anunciou que vai inaugurar suas primeiras lojas físicas permanentes.
A empresa já havia realizado ações presenciais antes, inclusive no Brasil, com lojas temporárias voltadas para marketing e engajamento de público.
Agora, no entanto, o plano é mais ambicioso: transformar essas experiências pontuais em uma presença física estável, com possibilidade de expansão global.
País terá as primeiras lojas físicas da Shein após 13 anos online
Conhecida por vender roupas e acessórios a preços extremamente baixos, a gigante do fast fashion escolheu a França, um dos destinos mais emblemáticos da moda mundial, como ponto de partida para esse novo capítulo.
A partir de novembro, a Shein começará a abrir seis unidades fixas em território francês.
A primeira será instalada em Paris, dentro da tradicional loja de departamentos BHV Marais, no centro da cidade. Em seguida, a marca pretende se estabelecer também em Dijon, Reims, Grenoble, Angers e Limoges.
Todas as unidades serão abertas em parceria com a Société des Grands Magasins (SGM), empresa francesa que administra lojas de departamento e que cedeu o espaço para abrigar as operações da Shein.
Segundo comunicado da marca, a iniciativa faz parte de um esforço para revitalizar centros urbanos e criar novas oportunidades na indústria da moda local. A expectativa é de que 200 postos de trabalho diretos e indiretos sejam gerados.
Shein já enfrenta críticas de concorrentes, e chegada na França deve gerar novos debates
Fundada em 2012 na China e atualmente com sede em Singapura, a Shein se consolidou como uma das maiores plataformas de comércio eletrônico de moda do mundo.
Com atuação global e um faturamento estimado em 23 bilhões de dólares em 2022, a empresa atrai consumidores principalmente pelo preço baixo e pela grande variedade de produtos, atualizados com altíssima frequência.
Apesar do sucesso comercial, a Shein enfrenta uma série de críticas. Organizações ambientais denunciam o impacto do modelo de produção acelerada, que gera grandes volumes de resíduos.
Além disso, a marca é constantemente questionada sobre as condições de trabalho em sua cadeia de fornecedores.
A entrada no mercado europeu por meio de lojas físicas reacende o debate sobre concorrência desleal, já que empresas locais argumentam que a Shein não segue os mesmos padrões ambientais, sociais e de segurança exigidos no continente.
A tensão entre tradição e disrupção promete marcar essa nova fase da marca no coração da moda global.






