Um peixe-serra gigante, de formato curioso que lembra uma guitarra, voltou a ser avistado na região do Cabo Oriental, na África do Sul, no último dia 19. A descoberta surpreendeu cientistas e moradores locais, pois a espécie não era registrada na região desde a década de 1990 e havia sido considerada extinta.
O achado ocorreu por meio da carcaça do animal, encontrada por Mike Vincent, morador da região, que percebeu algo incomum e fotografou o espécime antes de enviar a imagem ao Museu de East London.
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Kevin Cole, pesquisador do museu, analisou a foto e se disse encantado com o formato da arraia, semelhante a um tubarão, mas com um longo focinho serrilhado que lembra uma guitarra.
“Foi surreal ver essa arraia parecida com um tubarão com seu longo focinho serrilhado”, comentou Cole, enfatizando a raridade do avistamento.
Estrutura e hábitos do peixe-serra
Apesar da aparência intimidadora, o peixe-serra não é um tubarão, mas sim uma raia. Seu longo focinho achatado, adornado com dentes serrilhados, é uma ferramenta versátil usada para capturar peixes e cavar no fundo do mar.
A morfologia do animal lhe confere o apelido sugestivo de “metade motosserra”, refletindo sua capacidade predatória e o formato incomum do corpo.
Retorno da espécie
Embora considerada extinta da costa sul-africana desde 1999, registros globais indicam que a espécie ainda ocorre em águas tropicais e subtropicais ao redor do mundo.
Cole destaca que relatos recentes apontam a presença de peixes-serras em outras praias do país, como a Praia de Kayser, sugerindo que a população local pode estar se recuperando.
O cientista acredita que a conscientização da população é fundamental. Pescadores e banhistas podem ajudar reportando encalhes e avistamentos, ampliando o conhecimento sobre a distribuição e comportamento da espécie e incentivando novas pesquisas.
Estado da carcaça encontrada
A carcaça apresentada por Mike Vincent exibia uma grave lesão no tronco, provavelmente causada pela mordida de um predador, indicando que o peixe-serra ainda enfrenta desafios naturais e predatórios.
O registro reforça a importância de estudar essas criaturas para entender melhor suas interações com o ecossistema e proteger sua sobrevivência.





