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É verdade que dormir pouco pode ajudar a acordar melhor?

Por Leticia Florenço
02/10/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Foto: (Imagem/Pexels)

Foto: (Imagem/Pexels)

No mundo acelerado em que vivemos, muitas pessoas acreditam que é possível “treinar” o corpo para viver com poucas horas de sono. Mas a realidade científica mostra que o descanso é muito mais complexo e individual do que se imagina.

A quantidade de sono necessária muda conforme a idade. Bebês chegam a dormir de 16 a 18 horas diárias, crianças e adolescentes ainda precisam de muitas horas, enquanto adultos geralmente necessitam de 7 a 8 horas por noite.

Dormir menos de seis horas já está associado a diversos problemas de saúde. O sono não é um luxo, é uma necessidade fisiológica que influencia corpo e mente.

Dormidores curtos

Existem indivíduos chamados “dormidores curtos”, que parecem funcionar bem com apenas cinco ou seis horas de sono, mas eles representam uma minoria rara da população.

A maioria das pessoas que acredita se adaptar ao sono reduzido está acumulando um déficit silencioso, que se manifesta em cansaço, mau humor e alterações físicas, mesmo sem perceber.

A sociedade do sono restrito

A sociedade moderna contribui para a redução do descanso. Luz elétrica e eletrônicos prolongam artificialmente o dia, enquanto celulares e telas mantêm o cérebro ativo à noite.

Pequenas perdas de sono acumuladas, como tirar apenas 15 ou 20 minutos por noite, geram déficit a longo prazo. Um sinal clássico de restrição de sono é a necessidade de dormir muito mais nos fins de semana do que nos dias úteis.

Distúrbios do sono e hábitos que prejudicam o descanso

Alguns fatores podem impedir uma boa noite de sono mesmo com rotina adequada. Apneia do sono, que faz a pessoa acordar várias vezes durante a noite, e o uso de estimulantes, como cafeína e energéticos, mascaram o cansaço mas prejudicam a qualidade do descanso.

Esse ciclo cria um círculo vicioso: dormir mal gera cansaço, que leva ao uso de estimulantes, que piora ainda mais o sono.

O sono como regulador

Dormir vai muito além da sensação de descanso. É essencial para a limpeza do cérebro, remoção de toxinas e radicais livres, consolidação da memória e aprendizado, além de regular o humor e equilibrar o estresse.

Estudos mostram que cinco noites consecutivas com menos de cinco horas de sono alteram a função vascular e o sistema nervoso, mesmo que a pessoa se sinta bem.

Dormir pouco pode gerar estresse silencioso e problemas de saúde que o corpo cobrará com o tempo.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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