Francisco Adailton Andrade de Farias, conhecido como Rabicó no cenário do futebol, faleceu na manhã do último sábado (27), em Fortaleza, aos 46 anos. O ex-jogador encontrava-se internado há aproximadamente duas semanas devido a uma infecção pulmonar, que acabou evoluindo para uma parada cardíaca por volta das 11 horas, resultando em seu falecimento.
A confirmação da notícia foi feita pelo G1, portal de notícias da Globo, e rapidamente provocou comoção entre torcedores, antigos colegas de equipe e a comunidade esportiva do Ceará. Natural de Quixadá, cidade do interior cearense, Rabicó construiu uma carreira sólida e deixou uma marca significativa no futebol local.
Morte do jogador
De acordo com familiares, a infecção que resultou na morte de Rabicó possivelmente estava ligada à chamada “doença do pombo”, causada por fungos presentes nas fezes dessas aves. A filha mais velha, Karen Lauana, contou ao G1 que o ex-jogador atuava como vigilante em um ambiente com grande concentração de pombos, o que pode ter favorecido a contaminação.
Nos últimos dez anos, Rabicó trabalhava como vigilante e morava em uma residência universitária em Fortaleza. Ele deixa três filhos — duas jovens de 24 e 19 anos e um menino de 10 anos —, além de um neto de apenas um ano.
O velório aconteceu no bairro Jangurussu, seguido do sepultamento no Cemitério Parque da Saudade, em Caucaia, reunindo familiares, amigos e torcedores em uma despedida marcada pela emoção e pelas homenagens à sua trajetória no futebol cearense.
Carreira no futebol
Rabicó destacou-se como volante durante sua passagem pelo Fortaleza Esporte Clube entre 2005 e 2007, disputando 64 partidas e conquistando dois títulos do Campeonato Cearense. Admirado pela torcida, ficou conhecido pelo apelido e pela dedicação em campo. Além do Fortaleza, atuou pelo Ceará e outros clubes cearenses, sempre deixando sua marca pela garra e comprometimento.
O clube prestou homenagem oficial nas redes sociais, ressaltando que jogador “marcou época não só pelo famoso apelido, mas também por sua honra ao defender o Manto Tricolor”, e que permanecerá eternamente na história do time.






