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Ministro não resiste e se despede de cargo no STF

Por Leticia Florenço
29/09/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Supremo Tribunal Federal - Reprodução/Unsplash

Supremo Tribunal Federal - Reprodução/Unsplash

A saída de Luís Roberto Barroso da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) marca o encerramento de um ciclo na história recente do Judiciário brasileiro.

Em seu discurso de despedida, na última sessão plenária que conduziu nesta quinta-feira (25), o ministro refletiu sobre os desafios enfrentados pela Corte e destacou o papel do STF na preservação do Estado de direito, mesmo em um contexto de intensa polarização política.

Barroso ressaltou que, desde a promulgação da Constituição de 1988, o Brasil viveu 37 anos de estabilidade institucional, sem desaparecidos políticos, torturas ou aposentadorias compulsórias.

Ele enfatizou que essa conquista não é trivial e reflete a atuação da Corte em momentos cruciais da história democrática do país, garantindo direitos fundamentais e a liberdade de expressão da imprensa.

O custo pessoal do protagonismo

Durante seu discurso, o ministro destacou o “custo pessoal” que os integrantes do STF enfrentam ao decidir questões controversas e altamente polarizadas.

Ele fez referência indireta a julgamentos recentes, como o do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, lembrando que os ministros e suas famílias sofreram pressões políticas e até sanções econômicas internacionais.

Barroso comentou sobre o papel muitas vezes protagonista do STF, especialmente quando o Congresso não consegue legislar devido à polarização intensa. Ele admitiu que esse modelo apresenta complexidades, mas afirmou que ele tem sido essencial para a estabilidade democrática do país.

Para o ministro, a Corte continua sendo a guardiã do Estado de direito, mesmo diante de críticas e desafios sociais e políticos.

Transição e futuro da Corte

Na próxima segunda-feira (29), Edson Fachin assumirá a presidência do STF, dando início a um novo capítulo na história da instituição.

Barroso expressou confiança de que a Corte continuará a desempenhar seu papel, equilibrando decisões jurídicas complexas com a defesa da Constituição e dos direitos civis, mantendo a estabilidade institucional conquistada ao longo de décadas.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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