O Sistema Único de Saúde (SUS) entra em um processo de transformação que afetará milhões de cidadãos em todo o Brasil. A medida envolve a substituição do tradicional Cartão Nacional de Saúde (CNS) pelo Cadastro de Pessoa Física (CPF) como identificador oficial de cada usuário.
A mudança promete modernizar a gestão de dados, mas também gera preocupação entre aqueles que ainda não possuem CPF ou cujo cadastro precisa ser atualizado.
A grande limpeza de cadastros
O CadSUS, sistema que gerencia os registros de saúde no Brasil, acumulava 340 milhões de cadastros, muito acima da população real do país. O governo iniciou uma higienização da base de dados, reduzindo o número de registros ativos para 286,8 milhões.
Até julho, 54 milhões de cadastros já foram suspensos, e a expectativa é que 111 milhões sejam inativados até abril de 2026.
CPF como identificador único
A medida visa alinhar a base do SUS à Receita Federal, garantindo que cada registro corresponda a um CPF ativo. Atualmente, 246 milhões de cadastros já estão vinculados a um CPF, enquanto 40,8 milhões ainda aguardam análise e correm risco de exclusão.
Segundo estimativas do governo, cerca de 11 milhões de cadastros serão cancelados a cada mês até a finalização do processo. Ao término da operação, a base do SUS deve coincidir com os 228,9 milhões de CPFs ativos na Receita Federal, garantindo maior precisão e confiabilidade nos dados de saúde da população.
Quem será afetado e medidas especiais
Cidadãos que não possuem CPF ainda poderão utilizar o SUS por meio de registros temporários, válidos por um ano. Esta solução atende a grupos específicos, como estrangeiros, indígenas e ribeirinhos, garantindo que continuem a ter acesso a serviços essenciais sem interrupção.





