O Banco Central (BC) anunciou recentemente mudanças no sistema de pagamentos instantâneos PIX, trazendo um novo patamar de segurança e agilidade para os usuários.
A novidade mais aguardada é que, a partir de 1º de outubro, vítimas de fraudes poderão ter seus valores ressarcidos em até 11 dias após contestar a transação, tornando o processo totalmente digital e desburocratizado.
O aprimoramento do Mecanismo Especial de Devolução (MED) permite que valores desviados sejam rastreados com muito mais eficiência. O sistema passa a monitorar não apenas a conta envolvida na fraude, mas também contas intermediárias que possam ter recebido os recursos.
Contestação direta pelo aplicativo
A grande inovação é que os usuários poderão contestar transações suspeitas diretamente pelo aplicativo do banco, sem a necessidade de enfrentar longos processos burocráticos.
Essa digitalização do procedimento visa acelerar a resposta a casos de fraude e aumentar a confiança no PIX como método seguro de pagamento instantâneo.
Com a nova regra, o prazo máximo para devolução será de até 11 dias após a contestação. Esse intervalo reduz o tempo em que os valores ficam vulneráveis e dificulta a ação de fraudadores, garantindo que os recursos possam retornar rapidamente à conta correta.
Adaptação dos bancos e fintechs
As instituições financeiras terão um período de adaptação: a adesão às novas regras do MED será opcional até 23 de novembro de 2025. A implementação obrigatória começa em 2 de fevereiro de 2026, permitindo que bancos e fintechs ajustem seus sistemas internos e canais digitais sem pressa.
Essa etapa é fundamental para garantir que todas as plataformas estejam preparadas para o novo padrão de segurança.
Segundo o Banco Central, a modernização do MED representa um avanço para o sistema de pagamentos instantâneos.





