O Flamengo foi oficialmente notificado nesta terça-feira, 16 de setembro, sobre a decisão da Justiça do Rio de Janeiro que determina a exclusão da Torcida Jovem Fla de qualquer evento esportivo pelos próximos dois anos.
A medida vem apenas uma semana após o retorno da organizada aos estádios, depois de um afastamento que durou três anos. O comportamento violento de seus integrantes durante essa reestreia motivou a nova punição.
Flamengo foi comunicado sobre exclusão: 2 anos de punição
A sentença foi emitida pelo Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, após solicitação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
A juíza responsável pelo caso, Renata Guarino, rejeitou o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que havia sido firmado entre a torcida, o Ministério Público e o Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe) no final de agosto.
Esse termo previa a volta controlada da torcida às arquibancadas, sob uma série de regras e fiscalizações. No entanto, de acordo com o MPRJ, esse retorno foi marcado por diversos episódios de violência.
Segundo documentos encaminhados ao tribunal, a atuação da Torcida Jovem Fla nos últimos dias incluiu invasões em estações ferroviárias e em ônibus, confrontos físicos em áreas públicas e dentro do estádio, além de roubos e agressões a torcedores adversários.
Um dos episódios mais graves sob investigação envolve uma briga com membros da Força Jovem do Vasco, que terminou com a morte de um torcedor vascaíno.
As autoridades suspeitam que o confronto tenha sido provocado por integrantes da Jovem Fla em uma emboscada organizada no dia do jogo entre Vasco e Botafogo.
Torcida do Flamengo repetiu episódios de violência que justificaram exclusão, diz justiça
A juíza Renata Guarino destacou, em sua decisão, que os acontecimentos recentes repetem o padrão de violência que já havia motivado a suspensão da torcida anos atrás, reforçando a necessidade de uma medida mais rigorosa.
Além da Torcida Jovem Fla, o Ministério Público solicitou a análise de condutas de outras organizadas, como a Força Jovem do Vasco e a Fúria Jovem do Botafogo, com base em relatórios do Bepe que apontam novos casos de violência grave.
A defesa da torcida do flamengo, por meio do advogado Clhysthom Thayllon, declarou que a decisão judicial ignora os esforços feitos pela organizada para colaborar com as autoridades.
Segundo ele, mesmo após cumprir as exigências do TAC, a punição foi imposta sem possibilidade de ampla defesa.





