Um levantamento recente revelou uma realidade preocupante: metade dos brasileiros das classes A, B e C está endividada com o cartão de crédito.
Embora a ferramenta tenha se tornado essencial para o dia a dia, ele também tem sido o principal responsável por desajustar o orçamento de milhões de famílias.
Mas os cartões não estão sozinhos nessa equação, pois outros tipos de débitos também pesam no bolso da população.
Metade dos brasileiros estão enrolados em dívidas de cartões de crédito
Os dados são da pesquisa “A relação dos brasileiros com dinheiro”, conduzida pela Nexus, que ouviu pouco mais de mil pessoas em todo o país.
A consulta virtual foi realizada nos dias 8 e 9 de agosto e considerou indivíduos a partir de 16 anos, classificados nas classes A, B e C, de acordo com o Critério Brasil da Abep. A margem de erro é de três pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
O estudo mostrou que 51% dos entrevistados dessas três faixas de renda têm dívidas no cartão de crédito. Além disso, muitos também enfrentam pendências com empréstimos pessoais, financiamentos de imóveis ou veículos, e até mesmo o cheque especial. A
faixa etária mais atingida pelas dívidas no cartão está entre 25 e 40 anos. Já entre os mais velhos, acima dos 60, os empréstimos pessoais são mais comuns.
Outro ponto alarmante é que 44% dos endividados acumulam débitos que comprometem mais de um mês inteiro de sua renda. Essa situação se agrava ainda mais entre os idosos, onde o índice sobe para 58%.
Até os brasileiros com renda maior possuem dívidas, diz pesquisa
Mesmo entre os brasileiros com maior poder aquisitivo, a saúde financeira está longe de ser ideal. Quase metade das pessoas consultadas afirmou que consegue pagar as contas, mas que o dinheiro acaba ali.
Apenas 30% conseguem economizar após quitar os compromissos do mês, enquanto 16% admitem precisar de ajuda ou deixar contas para depois.
A falta de capacidade de poupança é um alerta para a vulnerabilidade econômica. Segundo a Nexus, essa realidade torna os brasileiros mais expostos a imprevistos e afasta a possibilidade de construir uma estabilidade no longo prazo.
Para quem enfrenta o endividamento, especialistas recomendam cortar gastos supérfluos, renegociar dívidas com juros altos e buscar educação financeira como forma de retomar o controle das finanças.






