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Novo valor do salário mínimo deixa todos de queixo no chão

Por Leticia Florenço
16/09/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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salário

Salário mínimo - Foto: (Imagem/Reprodução)

Depois de semanas de expectativa, os trabalhadores brasileiros começaram a receber em fevereiro o salário mínimo corrigido.

O valor de R$ 1.518,00 passou a ser creditado oficialmente, representando não apenas um aumento, mas também um marco no cenário econômico atual. A diferença em relação ao piso anterior foi sentida imediatamente na folha de pagamento.

Embora a lei determine a vigência do reajuste desde janeiro, o pagamento só é percebido no mês seguinte. Isso acontece porque a remuneração depositada se refere ao trabalho realizado no mês anterior. Ou seja, quem trabalhou em janeiro já tem direito ao novo valor, mas só o vê refletido em fevereiro.

A função do salário mínimo no Brasil

Mais do que a menor remuneração legal permitida para os trabalhadores formais, o salário mínimo tem um papel central na economia brasileira. Ele é referência direta para:

  • Benefícios do INSS, como aposentadorias e pensões;
  • Programas assistenciais federais, que usam o piso como base de cálculo;
  • Direitos trabalhistas, como seguro-desemprego e abono salarial.

O impacto do aumento de 7,5%

O reajuste de R$ 106 em relação ao valor anterior resultou em uma alta de 7,5%. Esse crescimento ficou acima da inflação registrada no período, garantindo um pequeno ganho real ao trabalhador.

Ainda assim, para muitos economistas, o montante poderia ter sido maior se não fosse o rigor da política de contenção de gastos públicos.

Durante anos, o salário mínimo era definido pela soma da inflação medida pelo INPC com a variação do PIB. Essa metodologia favorecia aumentos mais consistentes. Porém, a regra mudou: agora existe um teto de 2,5% para o reajuste, mesmo que a economia cresça acima desse percentual.

  • Exemplo: o PIB avançou 3,2%, mas a correção aplicada respeitou o limite de 2,5%.
    Isso explica por que o valor final não chegou a R$ 1.525, como indicaria a fórmula anterior.

Expectativas para os próximos anos

Especialistas acreditam que, com o novo modelo de cálculo, os reajustes futuros tendem a ser mais controlados. A intenção do governo é manter previsibilidade nas despesas e evitar rombos nas contas.

Por outro lado, sindicatos e movimentos sociais já articulam pressão para que a valorização do salário mínimo volte a seguir o ritmo real da economia.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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