Na semana passada, o Banco Itaú se tornou um dos assuntos mais comentados no Brasil após uma série de postagens nas redes sociais relatarem demissões em massa na instituição.
Funcionários, principalmente da área de tecnologia e que atuavam remotamente, afirmaram ter sido desligados de forma repentina, sem explicações claras ou feedback prévio.
Os relatos se multiplicaram e, com eles, surgiram estimativas não confirmadas sobre o número de dispensados: algumas fontes falavam em algo entre 1 mil e 5 mil pessoas.
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região afirmou acreditar que pelo menos mil trabalhadores tenham sido afetados. O banco, por sua vez, preferiu não divulgar um número oficial.
Demissões no Itaú podem gerar falência do banco?
Diante da repercussão, surgiram especulações entre clientes preocupados: afinal, essas demissões seriam sinal de dificuldades financeiras? Haveria risco de colapso ou mesmo falência?
A resposta é clara: não. O Itaú, atualmente, está entre as instituições financeiras mais sólidas do país, e longe de qualquer cenário de crise.
Em nota enviada à imprensa, o banco afirmou que os desligamentos ocorreram após uma análise detalhada sobre a conduta de funcionários no regime remoto. Veja abaixo o comunicado do banco:
“O Itaú Unibanco realizou desligamentos decorrentes de uma revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada.
Em alguns casos, foram identificados padrões incompatíveis com nossos princípios de confiança, que são inegociáveis para o banco.
Essas decisões fazem parte de um processo de gestão responsável e têm como objetivo preservar nossa cultura e a relação de confiança que construímos com clientes, colaboradores e a sociedade.”
Sindicato condena demissões no Itaú após resultados financeiros positivos
Apesar do tom firme do comunicado, a decisão do banco gerou críticas intensas.
Para o sindicato, o momento escolhido para os cortes é especialmente grave, considerando que o Itaú divulgou lucro superior a R$ 22,6 bilhões no último período.
A entidade considera que a boa fase econômica da empresa deveria se traduzir em estabilidade para os trabalhadores, e não em cortes inesperados. Confira a nota do sindicato:
“O Itaú obteve lucro superior a R$ 22,6 bilhões, com rentabilidade em alta, consolidando-se como o maior banco do país em ativos.
É inaceitável que uma instituição que registra lucros bilionários promova demissões em massa sob a justificativa de ‘produtividade.’”
Enquanto isso, muitos dos profissionais dispensados seguem sem respostas claras sobre os critérios adotados. O banco não detalhou os motivos individuais das demissões nem confirmou o uso de ferramentas de monitoramento digital no processo.






