Numa reviravolta inesperada, o governo dos Estados Unidos pegou empresas brasileiras de surpresa ao anunciar o fim de um ciclo turbulento nas relações comerciais bilaterais entre Brasil e EUA.
Em decisão oficializada nos últimos dias, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que encerra a cobrança adicional de 10% sobre a celulose brasileira, tarifa que vinha impactando diretamente um dos setores mais estratégicos da nossa economia nacional.
Estados Unidos surpreende e anuncia fim do ciclo junto ao Brasil
A sobretaxa havia sido imposta pelos Estados Unidos meses atrás como parte de um pacote de medidas protecionistas que aumentaram as tensões comerciais entre os dois países.
Desde então, exportadores brasileiros de celulose, especialmente grandes empresas como a Suzano, enfrentavam queda no volume de embarques para o mercado norte-americano, um dos principais destinos do produto.
A retirada dessa tarifa específica representa, portanto, um alívio importante e marca o encerramento de um ciclo de perdas e incertezas para os produtores de celulose do Brasil.
O anúncio veio por meio da ordem executiva 14346, assinada em 5 de setembro, e publicada oficialmente no Federal Register.
O documento determina que os códigos tarifários 4703.11.00, 4703.21.00 e 4703.29.00, que classificam a celulose de coníferas e não coníferas, deixem de ser submetidos à tarifa extra.
Com isso, o produto volta a ser tributado apenas pelas alíquotas regulares do sistema comercial dos Estados Unidos, recuperando parte da competitividade perdida nos últimos meses.
Fim do ciclo de cobrança de tarifa extra da celulose beneficia produtores brasileiros e mercado nos Estados Unidos
A decisão beneficia diretamente o setor florestal brasileiro, que lidera o mercado global em produtividade e exportações de celulose. A medida também deve impulsionar as margens de lucro das empresas do setor, que já vinham mostrando resiliência ao buscar novos mercados, mesmo sob pressão.
A expectativa agora é de retomada acelerada dos embarques aos EUA, especialmente em um momento em que a demanda internacional segue firme, puxada principalmente por países asiáticos.
Vale lembrar ainda que os Estados Unidos tomaram a decisão visando a necessidade interna das empresas norte-americanas, que precisavam da celulose e estavam pagando mais caro.
Apesar da boa notícia para o setor de celulose, a tensão comercial entre os dois países ainda não foi totalmente dissipada. Continua em vigor a tarifa de 50% sobre uma série de produtos brasileiros, imposta por Trump em julho e implementada em agosto.
Ou seja, a suspensão anunciada nesta semana pelos Estados Unidos tem efeito exclusivo sobre a celulose e, por ora, não se estende a outras mercadorias da pauta de exportações brasileiras.






