Uma nova medida trabalhista autorizou a liberação de R$ 455 para milhões de trabalhadores brasileiros. O valor tem origem em ajustes vinculados ao salário mínimo e funciona como um complemento temporário, diferente do abono salarial ou do 13º salário.
A quantia foi definida considerando o reajuste do salário mínimo de 2025, fixado em R$ 1.518, e as regras previstas pela CLT.
O saque será destinado principalmente a trabalhadores formais com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos. Também poderão ser contemplados servidores públicos de baixa renda e profissionais que contribuíram regularmente para o FGTS e o INSS entre 2023 e 2024.
Já quem atua no mercado informal ou não fez contribuições previdenciárias no período não poderá acessar o valor.
Como será feito o saque
O pagamento ficará sob responsabilidade da Caixa Econômica Federal, no caso dos trabalhadores privados, e do Banco do Brasil, para servidores públicos.
O valor será depositado em contas digitais, acessadas pelo aplicativo Caixa Tem, mas também poderá ser retirado em agências, casas lotéricas e correspondentes bancários.
Para sacar, basta acessar o aplicativo, entrar na aba “Benefícios disponíveis” e escolher entre saque em espécie ou transferência para conta pessoal.
Calendário de pagamento
Assim como acontece com o abono salarial, os saques seguirão um calendário escalonado de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. A previsão é que os pagamentos ocorram entre setembro e dezembro de 2025.
Quem não sacar dentro desse prazo terá até junho de 2026 para resgatar o valor, após o qual o direito será perdido.
Relação com o salário mínimo
O valor liberado está diretamente relacionado ao aumento do salário mínimo de 2025. O reajuste de R$ 106, que elevou o piso para R$ 1.518, impactou benefícios sociais e trabalhistas, resultando no saldo de R$ 455 para saque.
Essa correção segue a política de valorização do mínimo, que considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento do PIB de dois anos anteriores, limitado a 2,5%.
Além do saque extraordinário, o reajuste do salário mínimo também repercute em aposentadorias, pensões, no Benefício de Prestação Continuada (BPC), no abono salarial PIS/Pasep e em diversos contratos trabalhistas que utilizam o mínimo como referência. Isso garante uma atualização em cadeia para milhões de brasileiros.
Para não perder o benefício, é essencial que os trabalhadores fiquem atentos ao calendário oficial e utilizem os canais digitais para garantir o acesso ao valor dentro do prazo.





