O sul do Brasil segue em alerta devido à aproximação de um ciclone extratropical formado no Atlântico, que traz ventos fortes e condições meteorológicas severas similares as de um furacão. Em alto-mar, a intensidade dos ventos pode atingir até 150 km/h, oferecendo risco elevado a embarcações. Em terra, são esperadas rajadas entre 50 km/h e 100 km/h em áreas serranas e litorâneas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, incluindo regiões como Serra do Mar e Vale do Itajaí.
O sistema se originou a partir de uma baixa pressão atmosférica sobre o Rio Grande do Sul, que avançou em direção ao oceano, intensificando chuvas sobre o continente e causando alagamentos, deslizamentos e interrupções no tráfego. Diante dos impactos, autoridades estaduais e municipais declararam situação de emergência nas áreas mais afetadas.
Mini furacão
Embora não se trate de um furacão tropical, o ciclone apresenta força comparável a sistemas de menor intensidade desse tipo, devido à pressão atmosférica abaixo de 1.000 hPa e à ocorrência de ventos fortes. No litoral, são previstas rajadas entre 50 km/h e 70 km/h, além de ondas de até 3,5 metros, elevando o risco de ressacas entre Iguape (SP) e Macaé (RJ). A Defesa Civil e a Marinha orientam cuidados redobrados para embarcações e moradores da faixa costeira.
O fenômeno começou a se intensificar na noite de domingo, expandindo ventos intensos para o leste de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Apesar do Brasil não apresentar condições oceânicas favoráveis à formação de furacões tropicais, ciclones extratropicais podem provocar efeitos semelhantes, como evidenciado pelo histórico furacão Catarina, em 2004.
Espera-se que o quadro meteorológico se estabilize a partir de quarta-feira com a chegada de um sistema de alta pressão, promovendo melhora gradual nas condições climáticas. No entanto, especialistas alertam que a frequência e intensidade desses eventos podem aumentar em razão das mudanças climáticas, reforçando a necessidade de atenção constante das autoridades e da população para reduzir riscos à vida e à infraestrutura.





