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Tensão aumentou! Terceira Guerra pode estar começando

Por Leticia Florenço
08/09/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Donald Trump - Foto: (Imagem/Reprodução)

Donald Trump - Foto: (Imagem/Reprodução)

Na terça-feira (2), uma operação militar americana no Caribe resultou na destruição de uma embarcação ligada, segundo Washington, ao grupo criminoso Tren de Aragua, responsável por tráfico de drogas internacional.

A ação deixou 11 mortos, elevando o nível de tensão entre os países. Do lado venezuelano, a resposta foi imediata e severa. Nicolás Maduro condenou o ataque, prometendo resistir a qualquer intervenção estrangeira e defendendo o direito da Venezuela de proteger seu território.

Retórica de guerra e aliança com a China

Durante um ato em homenagem à China, na quarta-feira (3), Maduro declarou que seu país “ama a paz, mas é guerreiro” diante de ameaças externas.

Ele reforçou ainda sua aliança estratégica com Pequim, inaugurando uma praça em homenagem ao gigante asiático, sinalizando apoio político e militar em meio à escalada do conflito. O chavista também enfatizou a importância histórica e simbólica do território venezuelano:

“Não haverá traidores da pátria nem império que possa profanar o solo sagrado que nos legaram os libertadores.” Essa declaração reforça a linha dura de Maduro, deixando claro que qualquer ação americana será encarada como provocação direta.

Bombardeio, sobrevoos e movimentações militares

O incidente inicial deu origem a uma sequência de manobras militares preocupantes. Dois caças venezuelanos armados sobrevoaram um destróier norte-americano no Caribe, ação considerada “altamente provocativa” pelo Pentágono.

Em resposta, Donald Trump ordenou o envio de 10 caças F-35 para a região e reforçou a presença de submarinos nucleares, aumentando o risco de confronto direto. Além disso, Trump acusou Maduro de liderar o Cartel de los Soles, responsabilizando-o por tráfico de drogas, assassinatos em massa, tráfico sexual e terrorismo.

Para pressionar ainda mais, Washington dobrou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à captura do líder venezuelano, medida que Caracas classificou como “ridícula”.

Histórico de atritos

Os conflitos entre Estados Unidos e Venezuela não são novidade. Em 2017, Trump já mencionava a possibilidade de uma “opção militar” para a Venezuela. Dois anos depois, Maduro rompeu relações diplomáticas com os EUA após Washington reconhecer Juan Guaidó como presidente interino.

Esses antecedentes mostram que a atual escalada não surgiu do nada, mas é resultado de anos de tensão acumulada, exacerbada por interesses geopolíticos e alianças internacionais.

Impacto regional e internacional

A escalada da tensão gera apreensão não apenas para os países diretamente envolvidos, mas para toda a América Latina.

Possíveis refugiados venezuelanos em massa, mercados financeiros globais reagindo à instabilidade política e militar, e a atenção de potências internacionais como China e Rússia, que podem apoiar Maduro ou exercer influência diplomática, tornam o cenário delicado e complexo.

Especialistas alertam que, apesar da retórica agressiva, o conflito ainda pode ser contido se houver canais diplomáticos eficazes e moderação de ambos os lados.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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