Na manhã da última quinta-feira, 4 de setembro, um repórter cinematográfico foi brutalmente agredido por traficantes na comunidade da Vila Aliança, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
O profissional, que acompanhava uma operação conjunta das polícias Civil e Militar, foi surpreendido por um grupo de criminosos enquanto fazia imagens da ação. Levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, o repórter recebeu atendimento e seu estado de saúde foi considerado estável.
A operação teve como saldo seis suspeitos mortos e tinha como alvo membros do Terceiro Comando Puro (TCP), uma das principais facções criminosas em atuação no Rio.
Repórter foi agredido por traficantes e câmera pegou tudo
O ataque ao repórter ocorreu quando ele transitava pela comunidade para registrar os desdobramentos da operação. De acordo com relatos, cerca de 15 homens armados abordaram o profissional e o espancaram, especialmente no rosto.
Após as agressões, os traficantes roubaram todos os seus pertences. A violência só cessou quando policiais do Batalhão de Polícia de Choque chegaram ao local e prestaram socorro à vítima, encaminhando-o imediatamente para o hospital.
A operação, que envolveu diversas unidades especializadas como o BOPE, a CORE e as subsecretarias de inteligência das polícias Civil e Militar, foi planejada com base em informações que indicavam a presença de criminosos de alta periculosidade escondidos na região.
Entre os alvos estavam Bruno da Silva Loureiro, conhecido como “Coronel”, e José Rodrigo Gonçalves Silva, o “Sabão da Vila Aliança”.
Operação buscava traficantes na Vila Aliança e na comunidade da Coreia
Bruno Loureiro, apontado como uma liderança violenta dentro do TCP, acumula uma longa ficha criminal, incluindo homicídios, tráfico, roubo e posse de armas de uso restrito. Ele ganhou notoriedade após ser acusado de ordenar a morte brutal de uma jovem em um baile funk, crime que chocou a cidade.
Já José Rodrigo, o Sabão, é apontado como chefe do tráfico na própria Vila Aliança e na comunidade da Coreia. Ambos possuem mandados de prisão em aberto e são considerados peças-chave na hierarquia da facção.
Durante a operação, houve intensa troca de tiros, e moradores relataram o uso de helicópteros e barricadas com ônibus na tentativa dos criminosos de conter o avanço das forças de segurança.
A presença policial causou também o fechamento de escolas e interrupção no transporte público. A polícia afirmou que as buscas pelos traficantes criminosos continuam.





