O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, falou pela primeira vez sobre o processo em que é acusado de manipulação esportiva.
Durante julgamento realizado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quinta-feira (4/09), o jogador declarou ser inocente e reafirmou confiança na Justiça Desportiva. A participação do atleta ocorreu de forma remota, em um discurso curto, mas marcado por firmeza e serenidade.
Em sua fala, Bruno Henrique negou qualquer envolvimento com esquemas de manipulação, garantindo nunca ter cometido as infrações atribuídas a ele. O atacante afirmou confiar plenamente em seus advogados e no tribunal, pedindo que o julgamento seja conduzido de maneira justa.
Ao encerrar, desejou que todos tivessem um julgamento tranquilo e respeitoso, reforçando que sempre atuou dentro da ética esportiva.
As acusações em pauta
O jogador está sob investigação por suposta manipulação em partida contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro de 2023, quando recebeu um cartão amarelo que levantou suspeitas junto às casas de apostas.
As denúncias seguiram protocolo legal e chegaram ao STJD e à esfera criminal, culminando no indiciamento por fraude esportiva e estelionato.
No campo esportivo, o atleta foi enquadrado nos artigos 243 e 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que tratam de condutas fraudulentas ou antiéticas com o intuito de influenciar o resultado de jogos.
Linha do tempo da investigação
O caso começou em novembro de 2023, com a partida contra o Santos. Em novembro de 2024, a Operação “Spot-fixing” deflagrou buscas na casa do atleta. Ao longo de 2025, o Ministério Público e a Polícia Federal intensificaram as apurações, levando ao indiciamento em abril.
Em junho, o MP formalizou denúncia por fraude esportiva, e em agosto a Procuradoria do STJD encaminhou o caso para julgamento. Finalmente, em 4 de setembro de 2025, ocorreu a primeira audiência em que o jogador se manifestou publicamente.
O julgamento e suas implicações
Na esfera esportiva, a primeira denúncia contra Bruno Henrique havia sido rejeitada por falta de provas, mas a segunda, sustentada por novas investigações, levou o caso adiante.
A Quarta Comissão Disciplinar do STJD será responsável pelo julgamento, que pode resultar em suspensão, multa ou até afastamento do atleta. No campo jurídico, o processo segue também no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde ele responde por fraude esportiva em caráter criminal.
O julgamento no STJD será decisivo para definir o futuro do atacante nos gramados.





