Na última sexta-feira (29), o governo enviou ao Congresso Nacional o projeto da Lei Orçamentária de 2026, que prevê o salário mínimo em R$ 1.631. O aumento equivale a 7,44% sobre o valor atual, levemente abaixo do reajuste de 7,5% aplicado de 2024 para 2025.
O valor estimado supera em R$ 1 a projeção apresentada em abril, no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), mas o montante final só será confirmado em dezembro, com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro, que serve de referência para a correção anual.
Novo salário mínimo
O reajuste do salário mínimo é definido pela política de valorização, que considera a inflação acumulada nos 12 meses até novembro do ano anterior e a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Embora o IBGE tenha registrado crescimento econômico de 3,4% em 2024, o aumento real do piso nacional ficará limitado a 2,5%, conforme as normas de contenção de gastos do Ministério da Fazenda.
Após o envio ao Congresso, o projeto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento antes de seguir para votação no Plenário. A metodologia adotada leva em conta a inflação projetada para 2026 e o crescimento do PIB de 2024, oferecendo previsibilidade fiscal e evitando pressões adicionais sobre o orçamento público.
Impactos do aumento
O reajuste afeta diretamente milhões de brasileiros, abrangendo trabalhadores formais, aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais. Para aposentados e beneficiários do INSS, o aumento reflete-se imediatamente nos pagamentos, influenciando o planejamento financeiro e o poder de compra.
Tradicionalmente, o salário mínimo era calculado apenas com base na inflação e no crescimento do PIB. A regra atual, entretanto, estabelece um limite para o aumento real, buscando equilibrar a valorização do trabalhador com a manutenção da saúde fiscal do país. O valor definitivo só será confirmado no final do ano e pode ser ajustado caso o INPC supere as estimativas projetadas.






