Apesar da popularidade dos aplicativos de entrega no Brasil, os preços cobrados no delivery têm feito muitos consumidores repensarem seus pedidos.
Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Locomotiva, em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), indica que o custo elevado foi responsável por afastar 63% dos moradores da região metropolitana de São Paulo do consumo via aplicativos.
Embora o uso do delivery seja visto como um facilitador da rotina, a diferença de preços entre o salão e os apps levanta questionamentos, principalmente porque a maioria dos entrevistados desconhece as taxas que os estabelecimentos precisam pagar às plataformas.
Preço elevado afasta clientes do delivery, aponta pesquisa
O levantamento, que ouviu 2.000 consumidores e 500 empresários do setor de alimentação, revelou que 74% dos consumidores percebem que os pratos vendidos nos apps são mais caros do que no balcão ou no salão dos restaurantes.
Ainda assim, 68% disseram não saber que os estabelecimentos arcam com taxas que variam de 12% a 27% por pedido feito pelos aplicativos, valor que, muitas vezes, é repassado ao consumidor final, explicando a disparidade de preços.
Do lado dos empresários, 81% acreditam que conseguiriam oferecer refeições mais baratas se essas comissões fossem reduzidas ou eliminadas.
A comodidade do delivery, no entanto, ainda é valorizada. A maioria dos entrevistados (91%) afirmou considerar o serviço essencial no dia a dia, por permitir o acesso a comida pronta a qualquer hora.
Esse cenário aponta para uma demanda por soluções que equilibrem acessibilidade de preços com sustentabilidade financeira para os restaurantes.
Delivery aposta em novidades para reconquistar clientes
Diante dessa realidade, empresas que tentam disputar espaço com o iFood, como a 99Food, estão apostando em novos modelos. Após encerrar suas operações em 2023, a plataforma anuncia um retorno com mudanças estratégicas.
Agora, promete adotar a chamada “taxa de balcão”, com preços iguais aos praticados presencialmente, e taxa zero para os restaurantes parceiros. O relançamento faz parte de um plano ambicioso da controladora chinesa Didi, que anunciou investimentos que podem chegar a R$ 1 bilhão no Brasil.
O foco será consolidar um superaplicativo que una mobilidade, finanças e delivery, com o objetivo de conquistar tanto consumidores quanto estabelecimentos insatisfeitos com as atuais condições do mercado.





