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Pratos marrons da Duralex viram antiguidades de R$ 50 mil

Por Leticia Florenço
12/08/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Duralex - Reprodução

Duralex - Reprodução

Os pratos marrons da Duralex, que fizeram parte da rotina de inúmeras famílias brasileiras, especialmente nas casas das avós, estão vivendo um fenômeno curioso: de simples utensílios domésticos, passaram a ser artigos de colecionador, com preços que chegam a R$ 50 mil no mercado de revenda.

Fundada em 1945 na França, a Duralex foi pioneira na produção de vidros temperados resistentes, oferecendo uma alternativa segura e duradoura aos tradicionais pratos de porcelana.

No Brasil, conhecida pelo seu tom marrom característico, começou a ser fabricada na década de 1980 pela empresa Santa Marina, conquistando o coração das famílias brasileiras e tornando-se um símbolo de simplicidade e funcionalidade.

Com a aquisição da Santa Marina pela Nadir Figueiredo, a produção da linha âmbar foi descontinuada em 2012, encerrando uma era. A partir desse momento, os pratos passaram a ser cada vez mais difíceis de encontrar no mercado, o que naturalmente elevou sua raridade e, consequentemente, seu valor.

Preços que surpreendem

Hoje, os pratos marrons da Duralex são vendidos em plataformas online por valores surpreendentes. Conjuntos simples, com poucas peças, chegam a custar cerca de R$ 2.500 a R$ 3.000, enquanto kits completos que reúnem pratos, xícaras, pires e travessas ultrapassam a marca dos R$ 50 mil.

Essa valorização inesperada chama atenção não só dos colecionadores, mas também de influenciadores digitais e consumidores que buscam resgatar memórias afetivas.

O fenômeno ganhou força nas redes sociais, especialmente no TikTok, onde vídeos que analisam o sucesso dos pratos marrons viralizaram.

O especialista em marketing Fernando Miranda destacou a combinação entre a nostalgia, a estética vintage e a escassez do produto como fatores principais que impulsionaram o crescimento dos preços e do interesse pelo item.

Memórias afetivas

Para muitos, esses pratos são mais do que objetos: são fragmentos de histórias pessoais, lembranças de tempos passados e da presença das avós na cozinha. Essa carga emocional faz com que o que antes era visto como simples louça se transforme em um símbolo valioso da cultura e das tradições familiares brasileiras.

Internautas têm compartilhado vídeos reagindo aos preços dos pratos, mostrando inclusive suas próprias peças guardadas há décadas. A venda dessas relíquias representa não apenas uma oportunidade financeira, mas também um momento de resgate cultural e emocional para muitos brasileiros.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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