As maiores empresas globais de tecnologia — como Microsoft, Google (Alphabet), Amazon, Meta e Nvidia — estão intensificando seus investimentos em energia nuclear para assegurar um fornecimento estável de eletricidade, suprir o aumento da demanda provocado pela expansão da inteligência artificial (IA) e, ao mesmo tempo, avançar no cumprimento de metas ambientais voltadas à redução das emissões de carbono.
De acordo com um estudo da consultoria Grid Strategies, a demanda por eletricidade nos Estados Unidos deverá aumentar cerca de 15% nos próximos cinco anos, grande parte desse incremento sendo atribuída à ampliação das operações dessas gigantes tecnológicas.
Energia nuclear no foco das big techs
Nesse contexto, a energia nuclear ressurge como alternativa estratégica. Ela oferece fornecimento constante, não depende de variabilidades climáticas e é considerada uma fonte livre de carbono.
Microsoft
- Investiu US$ 1,6 bilhão na reativação da usina de Three Mile Island, visando garantir fornecimento de energia limpa por 20 anos.
- Firmou parceria com a Helion Energy, startup de fusão nuclear, com a meta de alimentar seus data centers com essa tecnologia até 2028.
Alphabet (Google)
- Apoia pesquisas em fusão nuclear por meio de parcerias com a TAE Technologies.
- Financia a Fervo Energy, empresa de geotermia com foco em energia limpa.
- Objetivo: atingir 100% de energia limpa até 2030 e garantir fornecimento previsível para suas operações em IA e data centers.
Amazon (AWS)
- Estabelece contratos com fornecedores de energia nuclear.
- Apoia o desenvolvimento de pequenos reatores modulares (SMRs), mais flexíveis e econômicos.
- Busca estabilidade energética e redução das emissões em suas operações globais.
Meta (Facebook)
- Está em busca de parcerias com empresas do setor nuclear.
- Intenção: suprir o alto consumo energético de aplicações de inteligência artificial e do metaverso, garantindo continuidade operacional.
Críticas e receios
Apesar de a energia nuclear ser considerada uma alternativa com baixa emissão de carbono, especialistas destacam desafios ambientais importantes, incluindo a gestão dos resíduos radioativos, o potencial de acidentes e os efeitos ambientais causados pela extração do urânio.
Mesmo diante dessas questões, para as grandes empresas de tecnologia, essa estratégia é vista como essencial para garantir o suporte à crescente infraestrutura tecnológica, ao mesmo tempo em que preservam seu compromisso com a transição para fontes de energia mais sustentáveis.






