Desde o início desta semana, a farmacêutica EMS deu início à distribuição das primeiras canetas injetáveis desenvolvidas integralmente no Brasil para o tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Denominados Olire e Lirux, os medicamentos já estão sendo comercializados em farmácias específicas e representam uma alternativa nacional aos tratamentos até então restritos a opções importadas.
Ambos os produtos têm como base a liraglutida, um análogo do hormônio GLP-1, responsável por auxiliar no controle do apetite e dos níveis de glicose no sangue. A autorização da Anvisa para a produção e comercialização foi emitida em dezembro de 2024, após o término da vigência da patente da substância no país, viabilizando a fabricação local com tecnologia própria.
Preço da nova caneta
A EMS ressalta que Olire e Lirux não se enquadram na categoria de medicamentos genéricos, e sim como produtos inovadores, fruto de tecnologia desenvolvida pela própria empresa. As primeiras remessas já estão disponíveis em grandes redes farmacêuticas, como Raia, Drogasil, Drogaria São Paulo e Pacheco, com foco inicial nas regiões Sul e Sudeste. A previsão é de que a distribuição seja ampliada para todo o território nacional gradualmente.
Os preços sugeridos para o consumidor variam entre R$ 307,26, no caso da embalagem com uma única caneta, e R$ 760,61, para o conjunto com três unidades. Esses valores representam uma redução de aproximadamente 10% a 20% em relação aos medicamentos importados com formulação semelhante, como Saxenda e Victoza, amplamente conhecidos no mercado e frequentemente associados ao apelido de “Ozempic brasileiro”.
Indicações e projeções
A Olire é indicada para o tratamento da obesidade, com 3 mg de liraglutida por dose, sendo recomendada a partir dos 12 anos. Já o Lirux, com 1,8 mg, é voltado ao controle do diabetes tipo 2 e pode ser utilizado por pacientes com mais de 10 anos. Ambos exigem receita médica retida e aplicação diária subcutânea, preferencialmente na coxa, abdômen ou braço.
A EMS estima produzir 250 mil unidades até o fim de 2025 e atingir 500 mil até agosto de 2026. Para o ano seguinte, a empresa também planeja lançar uma nova caneta com semaglutida, ampliando sua atuação em terapias acessíveis e desenvolvidas no país para doenças crônicas.





