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Ideia de Albert Einstein pode estar errada há muitos anos

Por João Carlos Gomes
04/08/2025
Em Mais Tendências, Ciência
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Foto: Getty Images/Aventuras na História/Reprodução

Foto: Getty Images/Aventuras na História/Reprodução

Considerado um dos maiores cientistas de todos os tempos, o físico teórico alemão Albert Einsten é amplamente conhecido por suas importantíssimas contribuições para diversos campos da ciência. E embora suas teorias sejam amplamente aceitas até os dias de hoje, elas frequentemente se tornam objeto de questionamentos e debates na comunidade científica.

Contudo, recentemente, um grupo de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) foi além, e contrariou a ideia de Einstein da respeito da verdadeira natureza da luz.

Liderada por Wolfgang Ketterle, ganhador do Prêmio Nobel de Física em 2001, a pesquisa da equipe conseguiu vomprovar, com precisão atômica, que não é possível ver a luz ao mesmo tempo como partícula e como onda no teste conhecido como “experimento da dupla fenda”.

Analisando a passagem de um feixe de luz por duas aberturas paralelas, os cientistas atestaram que eles se comportam apenas como as ondas de água se encontrando, uma vez que listras claras e escuras podem ser vistas.

Vale lembrar que, em 1927, Einstein sugeriu que seria possível detectar a luz como partícula e, ainda assim, observar o padrão de interferência típico das ondas. Mas a descoberta feita pela equipe do MIT apresentou uma perspectiva totalmente diferente.

Descoberta validou perspectiva de “rival” de Albert Einstein

Esta não foi a primeira vez que a ideia de Albert Einstein sobre o tema foi contestada. Afinal, para o físico dinamarquês Niels Bohr já contrariava a afirmação do alemão, alegando que toda tentativa de identificar o percurso do fóton inevitavelmente elimina o padrão de interferência.

Diversos experimentos foram realizados ao longo dos anos para tentar comprovar as teorias de ambos os cientistas. Mas agora, 100 anos depois, uma resposta mais assertiva finalmente foi alcançada por conta do teste dos pesquisadores do MIT.

Mesmo ao testar a hipótese de Einstein, a luz continuou se comportando ora como partícula, ora como onda, mas nunca das duas formas simultaneamente. Por conta disso, a interpretação proposta por Bohr acabou sendo reforçada.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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