Conforme divulgado em relatórios recentes, a fabricante holandesa de cerveja Heineken alcançou um lucro líquido de 744 milhões de euros (aproximadamente R$ 4,86 bilhões) só no primeiro semestre de 2025.
Embora representem um avanço em relação ao mesmo período do ano passado, quando a empresa registrou um prejuízo de 95 milhões de euros, os resultados ficaram bem abaixo das expectativas do mercado, já que a Heineken projetava um lucro de 1,02 bilhão de euros.
Mas isso não impediu a cervejaria de dar andamento na inauguração de uma nova unidade no Brasil. Avaliado em meio bilhão de euros, o projeto foi anunciado pela Heineken nesta segunda-feira (28), e deve ser concluído ainda este ano.
O investimento faz parte de uma estratégia para ampliar sua atuação em mercados emergentes. Inclusive, a empresa ainda confirmou que uma cervejaria greenfield também será construída no México.
Em entrevista à CNBC Europa, o CEO da Heineken, Dolf van den Brink, afirmou que o aporte está alinhado a um plano mais amplo de crescimento e digitalização, mesmo com as incertezas que afetam a economia global.
Retração das vendas na Europa justifica escolhas da Heineken
Mesmo com o bom desempenho em receita, a Heineken enfrentou uma queda significativa nas vendas consolidadas de seu portfólio, com destaque para o recuo acentuado na Europa, que superou as previsões de analistas.
Em contrapartida, a companhia apresentou um desempenho significativamente mais positivo nas Américas durante o primeiro semestre, com crescimento nas vendas no México e no Brasil, apesar do consumo moderado.
Inclusive, a Heineken já se consolidou como a cerveja puro malte mais vendida no mercado brasileiro, segundo diversas pesquisas. E isso ajuda a explicar com clareza as motivações por trás dos investimentos realizados pela companhia no país.
A empresa vem investindo em inovação e firmando parcerias estratégicas com o setor de alimentos e bebidas, com o objetivo de consolidar ainda mais sua atuação no mercado





