Um problema sério envolvendo celulares de uma grande fabricante global tem gerado apreensão entre consumidores, órgãos reguladores e até mesmo dentro da própria empresa. Relatos recentes apontam que aparelhos da linha Pixel, desenvolvidos pelo Google, estão pegando fogo de maneira inesperada.
Os casos, que começaram a surgir há meses, continuaram a ocorrer mesmo após a liberação de uma atualização de software que prometia corrigir a falha. A situação levanta dúvidas sobre a eficácia das medidas adotadas até agora.
Celulares de marca grande estão pegando fogo após atualização
O modelo de celular envolvido é o Google Pixel 6a, lançado em 2022. Proprietários desse dispositivo começaram a relatar episódios de superaquecimento extremo, em alguns casos resultando na combustão do aparelho.
A preocupação cresceu após incidentes serem compartilhados em fóruns como o Reddit, incluindo um usuário que relatou ter sido acordado por um cheiro forte de queimado e um barulho vindo do aparelho em chamas ao lado da cama.
O mais alarmante é que esse episódio ocorreu após o celular ter sido atualizado com o patch de software que deveria prevenir exatamente esse tipo de risco.
Esse não foi um caso isolado. De acordo com reportagens do Android Authority, já são pelo menos cinco episódios documentados de Pixel 6a pegando fogo em um período de 12 meses.
Embora os quatro primeiros tenham ocorrido antes da atualização que o Google implementou para melhorar o gerenciamento térmico e o desempenho da bateria, o caso mais recente deixa claro que a correção via software não solucionou o problema de forma definitiva.
Causas do problema com celular ainda são desconhecidas
As causas exatas ainda estão sob investigação, mas especialistas apontam possíveis falhas na bateria de íon-lítio, como defeitos de fabricação, impurezas internas ou problemas no sistema de controle de temperatura.
O uso de acessórios não originais, danos físicos ao aparelho e má dissipação de calor também são fatores que aumentam os riscos. Até o momento, não há indícios de que os aparelhos afetados tenham sofrido quedas ou perfurações que justificassem os incêndios.
Diante do risco, especialistas recomendam que usuários fiquem atentos a sinais como superaquecimento anormal, odores estranhos ou inchaço na estrutura do aparelho. Nessas situações, o ideal é interromper o uso e buscar suporte técnico autorizado.
Vale lembrar que os smartphones da linha Pixel, inclusive o modelo 6a, não são vendidos oficialmente no Brasil, o que pode dificultar o acesso a serviços de garantia ou substituição diretamente com o fabricante.





