Mesmo faltando dois dias para as tarifas impostas pelos Estados Unidos entrarem em vigor, a ameaça do presidente Donald Trump continua impactando o mercado brasileiro, causando grandes prejuízos.
Inclusive, um dos reflexos desse problema já foi observado na Bahia, que pode perder até 50 toneladas de manga produzidas no Vale do São Francisco, uma vez que grande parte da produção da fruta é destinada aos EUA.
Vale destacar que, apesar de ser o segundo maior comprador, estando atrás apenas da União Europeia, o país norte-americano compra grandes quantidades de manga em janelas de exportação, o que exige um alto empenho logístico.
Também é importante ressaltar que, neste segundo semestre, havia a expectativa de que a média de exportação fosse restabelecida, após a queda registrada em 2024. Contudo, a falta de acordo entre os governos brasileiro e americano pode comprometer totalmente esse cenário.
Caso a tarifa imposta por Trump não seja revertida, produtores articulam a redução do envio de mangas aos Estados Unidos para apenas 30%, o que pode gerar um prejuízo estimado em US$ 32 milhões. Com isso, especialistas apontam para um possível barateamento da fruta no mercado interno como forma de mitigar os impactos.
Sem recuo de presidente dos EUA, governo brasileiro tenta manter a normalidade
Até agora, não houve qualquer sinalização concreta por parte de Trump quanto à disposição para iniciar um diálogo. Ainda assim, o governo brasileiro tem se esforçado para evitar que as possíveis consequências da tarifa se tornem uma catástrofe.
No entanto apesar de se mostrar aberto para atender as demandas dos empresários que podem ser afetados pelas medidas do presidente estadunidense, o Planalto ainda não divulgou detalhes sobre possíveis medidas de compensação.
Tanto Trump quanto o secretário de Comércio americano, Howard Lutnick, reforçaram que as tarifas, previstas para começar em 1º de agosto, não serão adiadas. No entanto, este último afirmou que os EUA ainda estarão à disposição para futuras negociações.






