Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as exportações brasileiras atingiram US$ 165,87 bilhões no primeiro semestre de 2025, apresentando uma leve retração de 0,7% em comparação ao mesmo período de 2024.
Já as importações cresceram 8,3%, totalizando US$ 135,78 bilhões. Dessa forma, o saldo da balança comercial do país fechou o semestre com superávit de US$ 30,09 bilhões. Apesar do desempenho negativo em várias frentes, os dez principais produtos exportados mantiveram valores expressivos:
- Soja – US$ 25,43 bilhões (queda de 8,9%)
- Óleos brutos de petróleo – US$ 21,76 bilhões (queda de 10,1%)
- Minério de ferro – US$ 12,65 bilhões (queda de 17,4%)
- Café não torrado – US$ 7,19 bilhões (alta de 47,4%)
- Carne bovina – US$ 6,56 bilhões (alta de 27,7%)
- Açúcares e melaços – US$ 5,90 bilhões (queda de 31%)
- Óleos combustíveis – US$ 5,4 bilhões (queda de 10,6%)
- Celulose – US$ 5,36 bilhões (alta de 8,5%)
- Farelos de soja e alimentos para animais – US$ 4,36 bilhões (queda de 18,1%)
- Carnes de aves – US$ 4,35 bilhões (alta de 2,4%)
Balanço dos produtos exportados
No balanço setorial das exportações, a indústria de transformação foi a única que registrou crescimento, com aumento de 4,7%, totalizando US$ 88,49 bilhões. Em contraste, a agropecuária apresentou uma leve queda de 0,6%, alcançando US$ 39,15 bilhões, enquanto a indústria extrativa sofreu recuo mais acentuado de 11,8%, com exportações de US$ 37,34 bilhões.
Na análise por produtos, o milho não moído destacou-se negativamente dentro da agropecuária, com queda de 21,2%, ao passo que o café não torrado teve um avanço expressivo de 47,4%. Já no setor extrativo, as exportações de outros minerais em bruto caíram 28,7%, enquanto os minérios e concentrados de metais de base cresceram 33%.
No segmento da indústria de transformação, os açúcares e melaços, segundo maior produto exportado do setor, sofreram redução de 31%, enquanto o ouro não monetário registrou alta significativa de 60,4%. Embora alguns setores enfrentem desafios, o resultado positivo da balança comercial evidencia a continuidade da competitividade das cadeias produtivas brasileiras no mercado global.





