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Estudo comprova que a pandemia da covid acelerou o envelhecimento

Por João Carlos Gomes
27/07/2025
Em Geral
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Foto: 
engin akyurt/Unsplash

Foto: engin akyurt/Unsplash

Mesmo com o fim da pandemia de Covid-19, muitas pessoas sentem que a vida não voltou completamente ao “normal”, principalmente por conta das transformações provocadas pelo período. Mas de acordo com especialistas, esta mudança pode não ser apenas uma questão de perspectiva.

Isso porque cientistas da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, conduziram um estudo sobre os impactos da pandemia no cérebro humano e constataram um envelhecimento do órgão equivalente a cerca de 5,5 meses.

E vale destacar que os resultados não estão ligados apenas à ação direta do vírus, pois as consequências indiretas do período, como o isolamento social, o estresse psicológico, as dificuldades econômicas e as preocupações com a saúde também podem ter afetado amplamente a saúde cerebral.

A pesquisa considerou padrões amplos de mudanças, tanto na área responsável pelas funções cognitivas (substância cinzenta) quanto na responsável por conectar as diferentes regiões do cérebro (substância branca), e baseou o modelo de “idade cerebral” em mais de 15 mil exames de pessoas saudáveis.

O líder do estudo, Ali-Reza Mohammadi-Nejad, admitiu que houveram limitações importantes, considerando que os dados analisados abrangem apenas dois momentos no tempo, e o método utilizado acabou deixando muitos outros fatores de fora. Contudo, os resultados abrem a possibilidade para análises mais abrangentes.

Envelhecimento cerebral atingiu principalmente os mais pobres

Os resultados do estudo indicaram que pessoas de contextos socioeconômicos mais desfavorecidos acabaram sendo as mais afetadas pelo envelhecimento cerebral, justamente por conta das dificuldades enfrentadas durante o período.

“Provavelmente essas pessoas enfrentaram níveis mais altos de estresse, menor acesso a cuidados de saúde ou redes de apoio, e maior exposição às dificuldades impostas pela pandemia”, afirmou Mohammadi-Nejad (via BBC).

Segundo o pesquisador, a condição de vulnerabilidade pode ter amplificado os impactos adversos no cérebro, evidenciando que as desigualdades sociais também podem provocar grandes impactos na saúde neurológica.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista formado pelo Centro Universitário Carioca, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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