A Coca-Cola anunciou que começará a produzir, ainda este ano, uma versão do refrigerante com açúcar de cana nos Estados Unidos. A mudança marca uma ruptura com a fórmula tradicional norte-americana, que há décadas utiliza xarope de milho como adoçante principal.
O anúncio acontece dias depois do presidente Donald Trump declarar publicamente que havia pedido à empresa a substituição do adoçante e que a mudança traria uma melhora perceptível no sabor.
Coca-Cola vai ser produzida com açúcar de cana nos EUA após taxas
Segundo comunicado divulgado pela empresa, a nova fórmula será lançada entre setembro e dezembro em território americano, como parte de uma estratégia voltada à diversificação de seu portfólio e ao apelo por experiências de sabor mais próximas das oferecidas em outros países.
A Coca-Cola informou que a nova versão será adoçada com açúcar de cana produzido nos próprios Estados Unidos, e será vendida junto com a versão tradicional, mantendo ambas as opções no mercado.
Donald Trump, conhecido por ser consumidor frequente da Coca-Cola Light, afirmou em sua rede social Truth Social que conversou diretamente com representantes da empresa para pedir a mudança.
Em sua publicação, o ex-presidente afirmou que a Coca-Cola com açúcar de cana é “simplesmente melhor” e agradeceu à companhia por atender sua solicitação.
A empresa, por sua vez, agradeceu o entusiasmo do ex-presidente pela marca e reforçou que novas variações estão sendo desenvolvidas para oferecer mais escolhas aos consumidores.
Mas por que a Coca-Cola dos EUA é diferente?
A escolha do tipo de adoçante utilizado pela Coca-Cola varia de acordo com o país, refletindo fatores econômicos, culturais e logísticos.
No Brasil, por exemplo, a bebida é adoçada com sacarose extraída da cana-de-açúcar. Já na França, utiliza-se o açúcar de beterraba.
Nos Estados Unidos, o uso do xarope de milho de alta frutose se tornou padrão a partir da década de 1970, impulsionado por políticas agrícolas que subsidiaram o milho e impuseram tarifas elevadas à importação do açúcar.
Especialistas explicam que essas variações são motivadas tanto pela disponibilidade dos insumos quanto pelo gosto do consumidor em cada região.
A frutose presente no xarope de milho tem poder adoçante maior, mas muitos consumidores afirmam que o sabor do refrigerante com açúcar de cana é mais equilibrado.
Agora, com a nova versão prestes a chegar ao mercado americano, o público dos EUA poderá tirar suas próprias conclusões.





