Desde o início do mês, o cometa 3I/ATLAS vem intrigado especialistas de todo o mundo, uma vez que foi confirmado que ele comprovadamente se trata do terceiro objeto de origem interestelar a ser detectado cruzando o Sistema Solar.
Com idade estimada em cerca de 3 bilhões de anos, o corpo celeste pode ter se originado no chamado “disco espesso” da Via Láctea, uma região composta por estrelas antigas, e no momento, está na constelação de Ophiuchus, a uma distância de aproximadamente 448 milhões de quilômetros da Terra.
E apesar das estimativas iniciais apontarem que a visibilidade do 3I/ATLAS seria limitada devido à sua trajetória, há uma expectativa de que o cometa forme uma cauda brilhante à medida que se aproxima do Sol, possibilitando sua observação por profissionais e entusiastas da astronomia (via Gazeta de São Paulo).
Isso acontece pois o visitante interestelar é formado principalmente por gelo e água, que em contado com a radiação solar, podem vaporizar e dar origem ao fenômeno. Segundo as previsões, ele deve se aproximar do Sol em outubro, alcançando uma distância cerca de duas vezes maior do que a que separa a Terra da estrela.
Cometa 3I/ATLAS não representa perigo de colisão com a Terra
Apesar de sua trajetória em direção ao interior do Sistema Solar, o 3I/ATLAS não representa nenhum perigo para a Terra ou nenhum outro astro do conjunto interplanetário, pois permanecerá a uma distância segura.
O cometa segue sendo acompanhado por órgãos especializados no monitoramento espacial, e estima-se que ele deva passar perto da Terra no dia 19 de dezembro. Contudo, o 3I/ATLAS deve manter uma distância de pelo menos 1,6 unidades astronômicas.
Vale destacar que o objeto foi considerado o mais extremo já identificado pela comunidade científica, apresentando uma excentricidade orbital em torno de 6, superior à de qualquer outro corpo interestelar já observado.






